A busca do governo para reajustar a #Economia pode fazer com que o consumidor acabe tendo de mudar alguns hábitos da sua rotina financeira. Dessa vez, os ajustes estão atingindo os usuários de cartão de crédito, mais especificamente aquelas pessoas que costumam pagar sempre o mínimo da fatura.

Com a publicação de uma nova norma, o Banco Central quer tentar diminuir o número de endividados com o cartão, buscando atingir diretamente a parcela de consumidores que se enrolam com pagamento dos valores pendentes. É sabido que o Brasil tem uma das mais altas taxas de juros do mundo, ficando à frente de países como Austrália, Estados Unidos, México e Coreia do Sul e Canadá.

Publicidade
Publicidade

Segundo o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), as taxas de juros do plano rotativo do cartão de crédito no país giram em torno de 450% ao ano, e as dívidas com os cartões são as principais responsáveis pelo endividamento de uma grande parte da população.

Combate ao endividamento

Em janeiro deste ano o Banco central aprovou a resolução nº 4.549/17, que define novas regras para cobrança dos juros rotativos do cartão de crédito. As novas medidas devem entrar em vigor a partir de 2017, mas segundo o Idec, alguns pontos precisam ser esclarecidos para que os clientes não saiam prejudicados.

De acordo com esta nova resolução, fica a cargo dos bancos definirem, por exemplo, as regras para o parcelamento de faturas. Além disso, as instituições financeiras poderem adotar, sem uma autorização prévia dos clientes, um parcelamento automático dos débitos pendentes.

Publicidade

Pagamento mínimo

Outra medida que será alterada, a partir desta nova resolução, é o pagamento mínimo. Com as novas regras, os clientes que optarem por esta forma de pagamento numa fatura, são obrigados a pagar a fatura seguinte em sua totalidade.

Caso contrário, o débito será automaticamente parcelado ou seja, se o cliente optar por pagar o valor mínimo em uma fatura, ele não poderá pagar apenas o mínimo da fatura seguinte. Ele terá obrigatoriamente que pagar o valor total ou parcelar a dívida.

O objetivo para estas novas regras seria impedir que o consumidor se enrolasse com o acúmulo de juros, mas por outro lado, segundo o Idec, isso poderá acarretar em mais problemas para o cliente.

De acordo com o instituto, as novas regras não deixam claras as condições de cobrança do débito parcelado, ou seja, como a cobrança será determinada pelo banco. Com isso, os juros pagos no parcelamento podem ser ainda maiores do que o percentual pago no plano rotativo.

Além disso, a norma não especifica se esse parcelamento automático atinge apenas os clientes que optarem pelo pagamento do valor mínimo (cerca de 15% do total da fatura) ou também aqueles que pagam um total superior a isso.

Publicidade

Outro ponto levantado pelo Idec é que o parcelamento automático, apesar de desburocratizar esta transação, pode não ser a melhor opção para o cliente, já que no próprio banco ele pode encontrar outras formas de crédito que podem suprir suas necessidades de crédito e ainda apresentar taxas inferiores as cobradas no parcelamento.

Para esclarecer estas e outras questões o Idec enviou um documento ao Banco Central solicitando mais explicações para que fique definido como o consumidor pode ser impactado pela nova regra.

Porém, já ficou claro que os hábitos dos usuários de cartão terão, de uma forma ou de outra, que ser modificados. #Dinheiro #Crise