Estatísticas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre as taxas de #Desemprego no Brasil para 2017 foram alarmantes, mas especialistas econômicos apostam no aumento do trabalho #freelancer.

O relatório apontou que em 2017 a parcela de profissionais autônomos pode chegar a 42% do número total de ocupações no #Mercado, o que significa 1,4 bilhão de pessoas trabalhando informalmente ao redor do globo.

O Economista Sênior da OIT, Steven Tobin, afirma: “Na verdade, nos países emergentes quase um em cada dois trabalhadores se insere num emprego vulnerável e, nos países em desenvolvimento, mais de quatro em cada cinco trabalhadores”.

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O artigo “Perspectivas sociais e do emprego no mundo – Tendências de 2017” publicado pela instituição em janeiro de 2017, apontou um aumento de 5,7% para 5,8% na taxa de desemprego mundial. No total serão 201 milhões de pessoas sem emprego no mundo.

Número de jovens desempregados é maior que a média nacional

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, feita pelo IBGE, referente ao 4º trimestre de 2016, apontou um aumento superior no desemprego na parcela de jovens entre 18 e 24 anos no Brasil, fechando o ano com 25,9% de desocupação.

A pesquisa também revelou que na parcela de 90,3 milhões de pessoas empregadas neste período, 24,5% trabalham por conta própria.

Os estudos apontam para um aumento da atividade remunerada autônoma, o freelancer. Este tipo de trabalho, que requer mais motivação e desempenho do profissional, pode ser uma saída para esta parcela de jovens, que vêm recém-formados e motivados a crescer no mercado de trabalho.

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Em declaração ao portal G1, o economista e professor do Centro Universitário FAE, Gilmar Mendes, afirma que as demissões continuarão generalizadas. “Esta crise que começou na indústria, passou pelo comércio e chegou ao serviço. É uma crise que setorialmente está se democratizando” afirma.

Segundo o especialista, os indicadores apontam para no mínimo mais dois anos de retração no mercado de trabalho. E que a aposta das empresas será nas contratações informais. “Se a economia estivesse crescendo, avançando em ritmo moderado, as empresas também não se interessariam em multiplicar esse tipo de contratação. Elas entrariam no eixo normal, mesmo reclamando do peso dos encargos sociais. A mão de obra contratada formalmente é uma mão de obra mais produtiva”, afirmou o economista.