A declaração de Imposto de Renda está em alta especialmente nas última semanas. Todo início de ano, os brasileiros ficam em polvorosa para realizar o processo sem cair na malha fina. E logo quando o prazo para declarar chega ao fim, surge a expectativa sobre a restituição.

Nem todos os contribuintes têm direito a receber o valor restituído. Mas aqueles elegíveis para tal, aguardam ansiosos pela quantia. Uma alternativa dada por muitas instituições financeiras para acabar com essa espera é antecipar o valor para os interessados.

Para quem possui dívidas com juros altos, como as do cartão de crédito e as do cheque especial, a proposta pode ser um alívio.

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No entanto, é preciso cautela para analisar as taxas ofertadas. Na média, os juros mensais que incidem sobre a antecipação variam entre 2% e 3,5% e o prazo para pagamento chega a quase um ano.

Sair da inadimplência é uma prioridade para muitos brasileiros, portanto milhares de pessoas devem aderir à proposta de bancos e financeiras. Aqueles que pretendem solicitar a antecipação devem pesquisar bastante antes de tomar uma decisão. Para quem já é correntista, as instituições financeiras podem emprestar entre 90% e 100% do valor da restituição. E, para quem ainda não é cliente, o percentual vai de 80% a 90%.

Uma importante orientação é solicitar o adiantamento apenas do valor necessário para quitar os débitos. Isso significa que alguém que possui R$ 800 de dívidas e vai receber R$ 1.000 de restituição da Receita Federal, deve contratar o serviço para cobrir apenas o valor do débito.

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Apesar de se mostrar uma alternativa interessante para quem está negativado, é preciso analisar a proposta com cuidado antes de fechar o negócio. A indicação dos especialistas é colocar no papel as vantagens e desvantagens que a instituição está oferecendo.

Muitas vezes as taxas não serão tão atraentes e um empréstimo consignado pode ser a melhor saída. Por isso, é tão importante analisar caso a caso e, se necessário, solicitar a ajuda de profissionais qualificados.

Ainda em relação ao IR e caso já tenha realizado um empréstimo ou financiamento, saiba que é preciso declará-lo à Receita. Mesmo não sendo tributado, os empréstimos feitos no ano anterior à declaração e que tenham valor total acima de R$ 5 mil devem ser declarados. A regra também vale para os que foram contratados e quitados no período.

As transações que não utilizam bens adquiridos como garantia, devem ser informados através da ficha “Dívidas e Ônus Reais” da declaração de #Imposto de Renda. É o caso de empréstimos realizados entre pessoas físicas, de crédito consignado e cheque especial, por exemplo.

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Os financiamentos de imóveis e de veículos, por sua vez, costumam oferecer o próprio bem a ser adquirido como garantia de pagamento e devem ser inseridos na declaração do contribuinte pela ficha “Bens e Direitos”.

Os contribuintes devem estar atentos a estes detalhes e indicar os valores corretos na declaração de IR. No caso de empréstimos e financiamentos, é preciso declarar tudo de forma correta, pois a Receita Federal avalia o patrimônio do contribuinte anualmente. Como uma dívida pode provocar mudanças nestes quesitos, é importante informar essas transações para a Receita compreenda a real situação financeira do contribuinte. #2017