Ao limite dos R$ 3,20 o dólar assusta os investidores com o aumento que não vinha acontecendo nos últimos quatro meses. Analistas veem as decisões do governo do presidente Michel Temer sobre as reformas como fundamentais para o valor da moeda americana ter uma queda. "É fundamental que não se mude o texto da Reforma da #Previdência para o dólar começar a ter uma leve queda até chegar aos R$ 3 ou abaixo disso até a chegada de dezembro", diz o economista Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital.

O fechamento da moeda americana nesta terça-feira (9) foi de queda. Após ter um aumento que assustou alguns investidores, o dólar caiu 0,38%, mas não pela aprovação dos destaques pela Comissão Especial em Brasília.

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Analistas comentam que a baixa no valor da moeda é mais pelo lado técnico do que pelo lado político.

Visando o mercado #Financeiro, o diretor FB Capital vê a aprovação como necessária para ocorrer maior entrada de moeda estrangeira no país, mesmo com a instabilidade política nas questões das reformas. "Aprovada a Reforma da Previdência, os investidores irão ver como o #Brasil está tomando medidas, pois o crescimento vem aparecendo lentamente. O país é um dos melhores para receber investimentos graças aos seus ativos que estão com preços, no momento, muito baratos", analisa Bergallo.

Com os cortes profundos na taxa Selic, a taxa básica de juros, e também a queda que vem ocorrendo da inflação, sendo que alguns analistas preveem os dois valores chegando a um digito no final de 2017, ainda existem barreiras que não deixam esse fluxo cambial - desejado pelos investidores brasileiros – se tornar real.

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Ajuste de contas

Como uma casa que precisa pagar suas contas antes de poder usufruir do dinheiro, Bergallo vê que o Brasil precisa passar por esta fase. "O ajuste fiscal é o que mais impede de ocorrer uma entrada maior de dólares no país. O controle econômico, com a diminuição do rombo da Previdência e as contas sendo pagas, faz o investidor ter vontade de investir aqui. Se não fossem estes problemas, não teria outro tão significativo para não investir em terras brasileiras", diz o diretor da FB Capital.

Em meio as discussões sobre aprovação e mudanças no texto, houve a decisão da Comissão Especial em negar as mudanças nos principais destaques da Reforma da Previdência, sendo alterado apenas em um ponto, sobre o julgamento de benefícios acidentários que voltou para justiça estadual.

Outra mudança já tinha acontecido sobre a diferença na idade mínima da mulher. O texto que irá para o plenário consta a aposentadoria aos 62 anos para as mulheres e 65 para os homens.