Para muitos brasileiros, pouco muda quando são divulgados os números da inflação pela equipe econômica. Se está abaixo de 10% ou acima de 11%, os cidadãos vão para os mercados, lojas, shoppings e continuam vendo o seu dinheiro sem ter um valor que possa somar com os últimos dados divulgados do #IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Mas o planejador financeiro do grupo GGR #fernando marcondes, explica o que acontece. "Não importa se a inflação em 2017 avançou 4,08% nos últimos 12 meses. Interessa saber o quanto você precisa a mais de dinheiro para manter o mesmo padrão de vida".

O que foi criado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 1980 com a intenção de medir o valor dos preços, mas de maneira geral, atualmente não traz a mesma eficiência.

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Marcondes, comenta como é habitual ouvir dos clientes a reclamação dos custos altos, e que há 30 anos o dinheiro rendia mais.

"Ouço de vários clientes que o dinheiro dava para comprar mais itens no mercado, por exemplo, mas o que ocorre não é a desvalorização e sim, foi a falta de proteção do poder de compra deste cliente, que ele perdeu sem sentir", afirma.

O cálculo para fazer a inflação pessoal é algo bem simples. É necessário verificar o quanto teve de aumento no patrimônio pessoal por ano e junto com a taxa anual do IPCA. Havendo uma variação acima da divulgada pelo governo, como 1% por exemplo, será necessário mais dinheiro para manter o mesmo padrão de vida ou comprar as mesmas coisas que antes era possível. "Uma pequena variação nessa conta, faz com seja possível verificar o porquê aquela determinada pessoa ou família está gastando mais para manter os custos, sendo que não acontecia isso há cinco ou dez anos", diz o planejador Financeiro do grupo GGR

Alguns investidores, para fugir destes valores, utilizam o bruto dos seus rendimentos nos cálculos para saber o poder de compra, mas Marcondes não concorda.

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Normalmente são esquecidos os impostos e taxas descontados. "Na realidade, o patrimônio não será capaz de comprar as mesmas coisas se for ver apenas o bruto sem descontar os impostos. Fazer desta forma pode até superar a perda, mas representará um retorno menor", explica.

Planejar é essencial

Com grande experiência na área, o planejador financeiro do Grupo GGR percebe que os erros de muitos investidores estão antes mesmo de entrar no mercado financeiro e até os mais experientes na Bolsa de Valores não fazem o básico. "Posso dizer que todos os investidores não fazem um mínimo de planejamento e nem sentem quando o poder de compra fica desvalorizado", afirma Marcondes.

O cuidado está em tomar decisões precipitadas, às vezes, indo em direção da maioria. "Muitos parecem entender, mas não entendem, ficam deslocados e acabam investindo grandes quantias em investimentos do momento, os mais comentados".

Saber investir e ter alguém ao lado, dizendo qual o melhor caminho, pode evitar erros simples.

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"Já atendi clientes que acreditavam no mercado imobiliário apenas por ter a fama de ser o mais seguro, só que é necessário incluir nesta 'segurança' as taxas e também as inadimplências, algo que muitos esquecem e acabam perdendo dinheiro. Ter um especialista ao lado ajuda muito na caminhada dos investimentos", finaliza Marcondes. #ggr investimentos