As projeções para o crescimento do Brasil em 2017 estão otimistas para o ministro Henrique Meirelles. Na última projeção divulgada pela equipe econômica, o valor chegou a 2,5%, indo ao contrário do que alguns especialistas preveem. “Quem conduz as reformas e estes cálculos são os órgãos do governo, é normal que exista um otimismo por parte deles. Acredito no crescimento mas não desta forma, como o ministro”, diz Christian Frederico Bundt, Membro do comitê Macroeconômico do ISAE.

Sem tanta positividade, especialistas analisam um crescimento próximo do zero. Em cálculo divulgado na última semana, a #ONU (Organizações das Nações Unidas) rebaixou o último dado de Janeiro para 0,1%.

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Outros institutos veem o crescimento 0,7% e 0,2%, sendo IPEA e #FMI (Fundo Monetário Internacional) respectivamente. Para analistas, o crescimento desta forma está mais de acordo, do que acima dos 2%, como do Governo. “Vejo próximo do zero. O governo está sendo incapaz na criação e estruturação de reformas para conquistar a confiança da população, que são os consumidores. Sem listar os investidores, executivos, empresários, empreendedores”, comenta Christian Bundt.

O ambiente de caos que está na Capital Federal, seja dentro do congresso com as votações das reformas e fora com os protestos, traz um atraso no que vinha acontecendo para o setor econômico brasileiro. "O que ocorre em Brasília atrasa questões como a reforma da previdência e também a consolidação fiscal. O mercado vê uma pequena redução nos próximos cortes nos juros, projetado em 1%, na próxima reunião.

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Antes do acontecido já era esperado 1,25%", diz o economista-chefe do #Goldman Sachs Latina América, Alberto Ramos.

Reformas

Ressurgindo após a crise dos áudios com o presidente Michel Temer, as reformas vão entrar em votação já no próximo mês, segundo Rodrigo Maia, presidente da câmara dos Deputados. Sofrendo pressão por grupos de trabalhadores, o governo acaba desacreditada por parte da população. “Na reforma da previdência, o governo alimenta uma descrença quando categorias de trabalhadores conseguem vantagens em função de pressão”, comenta Christian.

A mesma atenção na aprovação das reformas ocorre com o executivo da Goldman Sachs. Para Alberto, não ter votação das medidas é algo que pode atrasar o país. "O país precisa liquidar a questão fiscal, resolver. Não ocorrendo as reformas, um atraso haverá só não podemos medir o tempo", finaliza Alberto Ramos.