Conhecida por vários economistas e pela maioria das pessoas, a famigerada “lei da oferta e da procura” tem aparecido com seus efeitos no ramo imobiliário.

Isso se faz presente com o surgimento de três fatores que evidenciam essa lei: o primeiro deles é a queda nas vendas dos #Imóveis, já que o consumidor está com dinheiro mais curto e mais endividado, forçando o surgimento do segundo fator, queda nos preços. Com os #Negócios estagnados, as construtoras buscam atrair clientes, evitando colocar “nas alturas” o preço do imóvel. O terceiro fator tem relação com a produção, ou seja, com mais lançamentos no ramo, aqueles que dispõem de capital terão mais chances de selecionar qual imóvel desejam comprar.

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Uma conceituada revista de economia, a Exame, fez um levantamento conjunto com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), onde ambas rastrearam os preços dos imóveis em cerca de 5,6 mil bairros de 203 cidades do Brasil. O resultado aponta algumas certezas sobre a conjuntura econômica, bem como oportunidades a serem exploradas.

Se você pensa em se casar ou anda “gastando sola de sapato” para que uma casa ou apartamento caiba no seu bolso, não vacile e nem pestaneje. De acordo com a pesquisa, essa (sim, exatamente essa) é a melhor época da atual década para aquisição e negociação de imóveis. Vale fazer pechincha e pedir desconto.

Tudo porque a crise econômica atingiu vários setores e um dos mais sensíveis à queda na demanda foi o imobiliário. Basta ver que os números já vinham indicando retração no setor de construção civil nos últimos tempos.

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Isso acarretou uma espécie de “efeito dominó”.

Entretanto, segundo a pesquisa citada, “as nuvens negras” descarregaram toda a tempestade na terra e algumas capitais como Rio de Janeiro, Manaus e Goiânia sentem maior alívio. Até mesmo Brasília se sente confortável. O curioso é que na Capital Federal, a crise chegou com força, visto que pela presença maciça de servidores públicos com altos salários a impedia de sentir algum reflexo dos efeitos nefastos da crise. Muitos imóveis estão sendo vendidos com cerca de 20% a menos em seu valor.

O melhor é prestar atenção, pois a pesquisa mostra que o preço médio de um apartamento de 90 m2 compromete a renda familiar anual na proporção de quatro para um. Ou seja, é preciso que se ganhe quatro vezes mais para comprar um imóvel desse tipo.

A boa notícia vai para a cidade de São Paulo, a qual registrou diminuição no valor oferecido ao se vender uma casa ou um apartamento. Por outro lado, em outros municípios, o preço do metro quadrado aumentou um pouco (0,8%) no ano passado.

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Mas o estudo mantém o otimismo quando se faz o cálculo sem a inflação de 2016: queda de 5%. Somando-se esse fato ao crescimento no número de imóveis (tanto casas quanto apartamentos) lançados em 2016, a cotação dos preços é forçada para baixo, oferecendo o barateamento desse investimento.

Utilizando-se de dados constantes em portais especializados na negociação imobiliária e de corretoras, a pesquisa conclui que, mesmo com preços um pouco exorbitantes, é possível se chegar a um consenso - a base de qualquer negociação. Portanto, não vá comprando logo o primeiro que aparece: a investigação e o bom senso ainda são os melhores conselheiros. Valha-se da “lei da oferta e da procura”. #oportunidade