Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo. Existem pouquíssimas fontes ou informações sobre o regime ditatorial norte-coreano.

Quando escutamos falar de um pais comunista, é comum que temas relacionados à guerra ou armas nucleares apareçam em nosso imaginário. Poucos param para pensar, porém, sobre economia ou comércio, exatamente por se tratar de premissas capitalistas. O que poucas pessoas sabem é que os norte-coreanos mantinham comércio sólido com seu vizinho localizado ao sul até pouco tempo atrás.

No início do século XXI, iniciou-se a construção de um parque industrial na cidade norte-coreana de Keasong, sendo essa a única cidade com cooperação econômica entre as duas Coreias.

Publicidade
Publicidade

O parque industrial de Keasong era responsável por 16% do PIB do país e empregava aproximadamente 54 mil funcionários. Em 2016, a Coreia do Sul encerrou suas atividades no parque industrial devido ao programa nuclear de Pyongyang. O governo de Seul alega que Kim Jong-il, juntamente com seu filho e sucessor Kim Jong-um, estariam utilizando o dinheiro proveniente do parque para financiar o programa nuclear.

Desde então, a China é o único forte aliado que Pyongyang tem. Transações com a China representaram mais de 74% das operações comerciais da #Coreia do Norte em 2014 e, após a retirada das industrias do Sul, esse percentual passou para 90%. As principais exportações feitas para China são de carvão, minérios, têxteis, vestuários e produtos alimentícios.

Por conta dessas transações, o Banco Central da Coreia do Sul monitora a economia do pais vizinho e coleta alguns dados quando possível.

Publicidade

Seu último relatório foi em 2014, em que avalia o Produto Interno Bruto (PIB) norte-coreano em US$ 24,5 bilhões. Para efeitos de comparação, o PIB brasileiro em 2014 foi de US$ 2,417 trilhões, praticamente 100 vezes o PIB de Pyongyang. Comparando com a fortuna do fundador da #Microsoft e atual homem mais rico do mundo segundo a #Forbes, Bill Gates possui uma fortuna estimada em 75 bilhões de dólares, 2,5 vezes o PIB norte-coreano.

Nova Crise dos Misseis

O mundo enfrenta atualmente uma crise similar a de 1962, onde a então União Soviética instalou misseis nucleares em Cuba, em resposta à instalação de mísseis nucleares na Turquia, Inglaterra e Itália pelos Estados Unidos.

A crise entre Estados Unidos e Coreia do Norte traz o mesmo sentimento de insegurança e de medo de uma possível guerra nuclear.

O governo de Donald Trump é bem mais rígido e firme de suas convicções do que seu antecessor Barack Obama. Trump é um homem temperamental e conhecido por não levar desaforo para casa. Além do mais, os EUA correm contra o tempo, pois, segundo a inteligência norte-americana, a Coreia do Norte vai desenvolver nos próximos dois anos um míssil intercontinental, com capacidade de atingir o solo americano.

Publicidade

Atualmente, a capacidade dos misseis do país, segundo especialistas, atinge o Japão, maior aliado dos EUA na Ásia, e a Coreia do sul.

Recentemente, os EUA, União Europeia e a ONU impuseram novas sanções econômicas à Coreia do Norte. Até mesmo a China, principal aliada, parece ter perdido a paciência e pediu para Kin Jong-un interromper seu programa nuclear.