O grupo #JBS, envolvido nas malhas da #Corrupção, continua sendo notícia nas mídias sociais após a gravação bombástica que o empresário Joesley Batista fez, fruto do acordo de delação premiada, onde foram colocados na fogueira o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Agora as redes sociais fazem um protesto e propõem um boicote às marcas da JBS.

A JBS foi a maior doadora de campanha nas últimas eleições. Liberou muitos bilhões de reais para praticamente todos os partidos políticos e está envolvida em vários escândalos de corrupção. Em 2016, a empresa teve um lucro líquido de R$ 5,1 bilhões, com uma receita líquida de R$ 162,9 bilhões.

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Os irmãos Joesley e Wesley Batista terão que pagar uma multa de R$ 225 milhões devido à delação premiada, não serão presos e continuaram a comandar a JBS, sem restrições. Esse fato causou revolta na população brasileira e muitas pessoas agora fazem campanha contra as marcas da companhia.

Muitos famosos também aderiram. Gloria Perez, Fernanda Tedeschi, irmã de Marcela Temer, entre outros internautas revoltados com a evolução do caso já se manifestaram nas redes sociais a respeito do escândalo.

Com a injeção dinheiro público através do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mais de R$ 10 bilhões, a JBS virou uma potência e conseguiu adquiria diversas empresas concorrentes. Com isso, virou a maior empresa processadora de carnes de todo o mundo.

Hoje o grupo emprega mais de 210 mil funcionários em várias cidades do Brasil e outros países, como Argentina, Uruguai, Itália, México, Canadá, Estados Unidos e Austrália.

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Só nos EUA, eles operam 56 fábricas de processamento de carne. Agora o grupo pretende se mudar para o exterior, deixando para trás um rastro de corrupção no Brasil.

Em pensar que a origem da JBS foi um açougue de pequeno porte, a Casa de Carnes Mineira, fundado por seu pai dos empresários, conhecido como Zé Mineiro, em 1953, em Anápolis, Goiás. Os incentivos fiscais começaram já no inicio de Brasília, oferecido pelo governo do então presidente Juscelino Kubitschek para suprir com carnes e os empreiteiras contratados para construir Brasília.

Conheça as marcas da JBS

Já se valendo do crédito público, os irmãos Batista adquiriram uma série de frigoríficos. Com isso, a empresa, que estava à beira da falência, sem condições de continuar a operação no começo dos anos 2000, cresceu rapidamente. Joesley e Wesley se tornaram donos de diversas empresas.

Em 2007, com a abertura de capital, o grupo mudou de patamar, saíram da casa dos milhões para a de bilhões reais em faturamento. Agora a empresa está no centro do furacão e um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil e possivelmente do mundo.

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Famosa por manter a marca de carnes Friboi, a JBS comercializa uma série de outras marcas. Confira algumas das empresas ligadas ao grupo: Friboi, Swift, Maturatta, Seara, Bordon, Vigor, Doriana, Itambé, Amélia, Faixa Azul, Leco, Serrabella, Carmelita, Danúbio, Mesa, Grupo Flora, Minuano, Assim, Brisa, Fluss, Mat Inset, Albany, Francis, Karina, Kolene, Neutrox, Ox, Phytoderm, Grupo Alpargatas, Havaianas, Mizuno, Anglo, Excelsior, Frangosul, Lebon, Target pela JBS; Pastella, Margarett, Jong pela Vigor; Boa noite, Fluss, No Inset, Protege pela Flora, Dupé, Sete Léguas, Megga e Osklen pela Alpargatas.

Além de todas essas empresas, o grupo ainda detém o Canal Rural, uma gigante do ramo de papel e celulose, a Eldorado, e o Banco Original. Com todas essas empresas, ficará difícil para o consumidor que deseja aderir ao boicote escolher entre as marcas que restam, uma vez que a JBS praticamente comanda todas as marcas em diversos setores do Brasil. #Política