Ultimamente os olhos do mundo têm se voltado para um pequeno e fechado país no extremo leste asiático que é a Coreia do Norte, basicamente em função dela e de seu controverso presidente Kim Jung-un, estarem desafiando com palavras e manobras militares o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A partir disso, o interesse e a curiosidade pela #Coreia do Norte e suas atividades diárias vem aumentando por parte das pessoas em todo o mundo.

Saindo um pouco do quesito bélico e da confrontação armada para se deter rapidamente na #Economia do país, os economistas e analistas internacionais sabem que o pequeno país não veicula dados estatísticos acerca do seu comércio com o exterior; todavia, alguns dados básicos conseguem vir ao conhecimento geral, como, por exemplo, o que os norte-coreanos exportam, para quem e até mesmo o que compram, conforme informações recolhidas da base de dados Comtrade (informativo oriundo das alfândegas das demais nações), ligado a ONU.

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Vale frisar que os números mais atualizados existentes sobre o comércio norte-coreano datam de 2015; sendo que os negócios naquele país passaram de aproximadamente 20,65 bilhões de reais com exportações destinadas para o Líbano, Malta, Cuba, Senegal e Afeganistão. Ao valor em questão não estão somados 2,7 bilhões de reais obtidos com as permutas outrora feitas com a vizinha Coreia do Sul no complexo industrial de Kaesong, o qual foi encerrado ainda no início do ano passado, devido ao clima de hostilidade entre as duas nações.

Apesar de números até um certo ponto expressivos, a dependência total da China é um sério problema, pois os chineses adquirem 82% das exportações norte-coreanas e fornecem 85% de todos os itens que chegam à Coreia do Norte. Obviamente não podem ser negligenciadas as exportações do país Kim Jung-un para o Paquistão, Angola e Índia, e nem as importações norte-coreanas da Rússia, índia e Tailândia.

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O produto mais exportado pelos norte-coreanos é a hulha (carvão mineral), o qual é comprado por Pequim, daí o motivo de preocupação se a China vier a acatar as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que limitou um valor máximo no que diz respeito às importações de carvão da Coreia do Norte, ou seja, ocorrerá um estrangulamento mortal do comércio Pyongyang.

Outros produtos de destaque comercializados pelos norte-coreanos são os itens têxteis, como ternos, casacos, jaquetas, calças e camisetas de malha para todas as idades, cujo principal comprador isolado continua sendo a China e depois a Espanha. Um item bastante exportado também são os moluscos comercializados com a França, que pagou 703.000 dólares pelos mesmos.

Já nas importações, o que mais entra na Coreia do Norte são óleo de soja, tecidos sintéticos, telefones, peixes em estado congelado, televisores, automóveis, aparelhos telefônicos, computadores e pneus; no entanto, o que o país de fato precisa drasticamente é petróleo, cujos principais fornecedores do produto ao país são a China (totalizando 62,5% ), México (24,3%), Rússia (10%) e Turquia (2,5%).

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Ainda que a Coreia do Norte não tenha quase nenhum crédito no exterior, o que vem garantindo a sobrevivência da nação são os investimentos da China e as atividades turísticas, tendo também nos visitantes chineses o seu principal aporte.

Fato é que a Coreia do Norte está no olho de um furacão de grandes proporções e não pode esperar que os EUA, com o republicano #Donald Trump e sua poderosa armada , além de grande influência como player no mundo dos negócios em nível mundial, alivie em absolutamente nada o jogo para os norte-coreanos.