O #Banco Central do Brasil se pronunciou nesta quinta-feira (22) sobre a situação econômica do momento. Segundo o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, o que está em pauta no momento é a velocidade e a extensão da queda da taxa Selic, a taxa básica de juros da #Economia, e não necessariamente se avalia se a inflação está em alta, ou como se deve direcionar a taxa básica de juros.

A estabilização da economia

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, afirmou ao divulgar o relatório de inflação, que as perspectivas são de que a economia se recupere gradualmente e que há um diagnóstico onde se percebe que a estabilização está presente no momento, segundo suas palavras.

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O Banco Central destaca que para que ocorra a recuperação da economia, é importante que se estabeleça as reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo.

A alavanca, que impulsiona esse novo patamar de visão, está sendo composta basicamente pelas reformas, ajustes, e confiança na economia e controle de medidas importantes para a manutenção da desinflação.

Medidas já tomadas

Segundo o presidente do Banco Central, já foi implementada a simplificação da estrutura de compulsórios. De acordo com as informações do BC, o Congresso já recebeu a MP 775, que estabelece a garantia de títulos e valores mobiliários por meio eletrônico, reduzindo o risco e o custo do crédito. O texto da MP sugere a modernização da remuneração dos financiamentos concedidos pelo BNDES ( MP 777). Também está sendo implementado um novo marco legal dos processos administrativos punitivos conduzidos pelo BC (MP 784).

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Ocorreram outras mudanças também como determinados ajustes na comunicação do Banco Central e dentro do regime de câmbio, a redução dos estoques de swaps (contratos para troca de riscos) na tentativa da política cambial.

Segundo o COPOM - Comitê de Política Monetária, o conjunto dos indicadores de atividade econômica permanece compatível com estabilização da economia brasileira no curto prazo e recuperação gradual ao longo do ano.

O Comitê entende como fator de risco principal o aumento de incerteza sobre a velocidade do processo de reformas e ajustes na economia. Isso se dá tanto pela maior probabilidade de cenários que dificultem esse processo, quanto pela dificuldade de avaliação dos efeitos desses cenários sobre os determinantes da inflação. Entre esses fatores, destacam-se a atividade econômica, as expectativas de inflação, as estimativas da taxa de juros estrutural e os preços de ativos financeiros relevantes.

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