O Comitê de Mercado Aberto do Banco Central dos EUA aumentou, na quarta-feira (14), a taxa de juros da maior #Economia do mundo. O intervalo da taxa de juros anterior, que se situava entre 0,75% e 1%, foi elevado para o intervalo situado entre 1% e 1,25%. A elevação da taxa de juros é reflexo da melhora no desemprego da economia dos EUA e do processo de recuperação econômica. Veja aqui o comunicado (original em inglês).

O aumento dos juros nos EUA teve início em 2016, mas o processo de reversão das políticas de estímulo à economia começou em 2014, quando o FED (Banco Central Americano), anunciou o fim do programa de compras de ativos, que injetava mensalmente dólares na economia para promover a recuperação após a crise financeira internacional de 2008.

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E o futuro?

A expectativa é de que a taxa de juros nos Estados Unidos continue subindo, de forma bastante gradativa. Ainda que a elevação mostre que a economia norte-americana está se recuperando, algumas questões começam a preocupar os investidores. A principal refere-se ao comportamento da bolsa dos EUA, que vem enfrentando sucessivos recordes históricos. Conforme a taxa de juros nos EUA sobe, os investidores poderão retirar as aplicações da bolsa e direcionar para os títulos do governo americano. Outra questão é que muitos #investimentos em outros países do mundo, como o Brasil por exemplo, poderão "migrar" para os EUA, o que provocaria uma queda na bolsa brasileira e a desvalorização do Real.

Como a economia dos EUA é muito dependente do consumo, uma queda na #bolsa de valores dos EUA pode fazer com que os consumidores reduzam suas compras diante das expectativas negativas, o que pode prejudicar o processo de recuperação da economia estadunidense.

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No Brasil, segue tendência de queda da Selic

Apesar do aumento da taxa de juros nos EUA, a tendência da taxa de juros no Brasil é de queda e se espera que o ano de 2017 encerre com uma taxa de 8,5%. Por enquanto, o comportamento dos juros no Brasil depende muito mais do cenário interno do que externo. A recessão dos últimos anos vem provocando queda nos preços e nos salários da economia e, depois de ter atingido o pico de 10,67% em 2015, a inflação esperada para este ano é de apenas 3,71%, como mostra o Boletim Focus do Banco Central do Brasil, que apresenta a média das previsões do mercado financeiro para uma série de variáveis econômicas.

O que fazer com seus investimentos?

Considerando que a trajetória futura da Selic é de queda, espera-se uma queda nas principais aplicações de renda fixa. O Ranking Renda Fixa Macro, disponível no Blog Dinheiro Pra Viver, mostra simulações com rentabilidades para os próximos 12 e 24 meses. Os destaques ficam para os CDBs (Certificado de depósito Bancário) e o Tesouro Direto. Para os investidores que gostam de risco, a opção é o mercado de ações, que deverá oscilar muito ainda em função das incertezas decorrentes do cenário político no Brasil. Nesse caso, a recomendação é de cautela.