Em baixa, a #cemig traça um novo capítulo de pouca esperança. Na última terça-feira (20), a então Presidente da Light Ana Marta Veloso renunciou ao cargo e foi substituída por Luís Fernando Paroli Santos. No cargo desde 2015, Ana ainda deixou o posto de membro do Conselho de Administração e a diretoria de desenvolvimento de negócios.

Paroli era diretor de distribuição e comercialização da Companhia Energética. O novo diretor-presidente também já trabalhou na Furnas. O principal motivo da renúncia vem do fato de que a ex-presidente não se dava bem com Andrade Gutierrez, maior acionista da Cemig. A empreiteira tem feito decisões no conselho administrativo que não vinha agradando Ana Veloso.

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As mudanças também ocorrem após a Cemig ter divulgado o início do seu 'processo de alienação'. Isso significa que estaria vendendo parte dos ativos da companhia Light para pagar dívidas que vencem em 2019. A companhia, fundada em 1952 pelo então Governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek, sofre “no vermelho” em mais de R$ 10 bilhões, e a venda do que possui ajudará no ajuste econômico. Analistas calculam que o valor dos ativos da Light, dos quais a Cemig possui, passam de R$ 6,5 bilhões.

Em 65 anos de história, a Companhia é conhecida pela sua força na área energética, tanto no Brasil como na América Latina, atuando no Chile junto com a Holding Alusa, onde opera linhas de transmissão. No Brasil, atua em 22 estados e em Minas Gerais gera 96% da #energia no estado mineiro.

Chineses de olho

A empresa chinesa State Power mostra interesse na compra da parte que a Cemig detém da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.

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São 18% que a companhia tem posse sobre uma das maiores hidrelétricas do país, que chega a ter rendimento de R$ 20 bilhões. O interesse não ocorre por agora. A oferta já é conhecida dentro do mercado financeiro desde abril, mas até o momento a venda não foi concretizada.

Sendo de economia mista com capital aberto no Brasil e nos EUA, para o índice #Bovespa a SA: CMIG4, código para a ação da Companhia de energia no índice brasileiro, a companhia vem em queda no último pregão de 0,38%, com o valor em R$ 7,90. Se o valor atual assusta alguns investidores, no começo do mês o valor era ainda menor em R$ 7,45. A CMIG3 também está em queda para o último pregão desta terça de 0,25% com abertura em R$ 8,19 e fechamento de R$ 8,14. Mas, em comparação com o início do mês, houve alta, já que a precificação estava em R$ 7,46.