Em comunicado, Travis Kalanick, presidente-executivo e cofundador da #UBER, informou que se afastaria da presidência (a partir desta terça-feira - 20) após pedido de investidores. Neste momento a companhia passa por uma crise ocasionada por uma série de fatores inclusive denúncias de assédio sexual.

"Eu amo a Uber mais do que qualquer coisa no mundo e, nesse momento difícil da minha vida pessoal, eu aceitei o pedido dos investidores para me afastar da empresa, de forma que a Uber possa voltar ao eixo, em vez de ser prejudicada por outras questões", declarou Travis Kalanick.

Travis Kalanick já havia se afastado temporariamente da empresa na semana passada devido a morte de sua mãe em um acidente de barco, na ocasião ele anunciou que "neste momento difícil" ele precisava se despedir de sua mãe "apropriadamente".

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A tragetória da Uber

Fundada por Kalanick em 2009, o serviço de transporte alternativo urbano, a Uber, foi conduzida desde o começo por ele, se expandindo para mais de 500 cidades ao redor do mundo. A empresa tem um histórico de causar grande euforia e descontentamento por onde passa. Há os que veem a oportunidade como nova fonte de renda e transporte mais barato e também os que são diretamente atingidos pela chegada do serviço a sua cidade, como acontece com os taxistas.

Polêmicas envolvendo o nome da Uber

  • Estupro e assédio sexual - Emil Michael, era vice-presidente e aliado próximo de Kalanick e se afastou do cargo depois de ser acusado de impor uma cultura agressiva e machista dentro da empresa. Outro escândalo envolvendo a empresa está relacionado ao caso em que um motorista da empresa Uber localizada em Nova Délhi, na Índia, foi acusado de estuprar uma passageira em 2014. Nesta época um funcionário da empresa obteve um parecer médico da vítima e o entregou a Kalanick e a Michael. Segundo a imprensa norte-americana o objetivo era invalidar o relato da vítima, no entanto, o estuprador foi condenado à prisão perpétua. Ainda relacionado a esse assunto, na terça-feira passada, foi confirmada a demissão de 20 funcionários, depois que a empresa recebeu 215 queixas de abuso sexual ou discriminação. O funcionário, Eric Alexander, que coletou o parecer médico não havia sido demitido neste primeiro momento e esse detalhe foi amplamente discutido pela imprensa após a divulgação da lista dos funcionários dispensados. Então, na quinta-feira foi confirmada também a demissão de Eric Alexander. Amit Singhal, diretor técnico, foi forçado a renunciar após esconder queixa por abuso sexual dirigida a ele pela Google.
  • Roubo de propriedade intelectual - em fevereiro deste ano, a Waymo, filial da Alphabet (dona do Google) que desenvolve os carros autônomos, acusou um dos ex-diretores da Uber, Anthony Levandowski, de ter roubado informação técnica. Ele trabalhava na Wayno e saiu para montar sua própria empresa, que depois foi vendida à Uber.
  • Criação de tecnologia para driblar autoridades - o governo americano abriu uma investigação contra a Uber, pois a empresa é suspeita e ter usado um software que ajuda os motoristas a driblarem as autoridades em áreas onde não podia atuar.

Steve Jobs: Outro fundador que também foi "forçado" a se afastar da direção da empresa que criou

Steve Jobs, fundador da Apple, foi demitido da empresa que criou em 1985, devido à divergência de ideias entre ele e o então CEO da empresa, John Sculley.

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Além do atrito evidente entre Jobs e Sculley, houve também pressões financeiras e disputas internas que culminaram no afastamento de Jobs da divisão Macintosh. Após sua saída ele fundou a NeXT, uma empresa de desenvolvimento de plataformas direcionadas aos mercados de educação superior e administração. Em 1996 a NeXT foi comprada pela Apple e isso levou Jobs de volta à companhia que ela ajudara a fundar, se tornando CEO de 1997 até 2011 quando se afastou para se tratar de um câncer, mas infelizmente acabou falecendo em 05 de outubro e 2011.

Será que teremos a volta de Travis Kalanick à direção da Uber no futuro? Deixe sua opinião, ela é muito importante! #Economia