É contraditório afirmar que no Brasil, o #Desemprego tem aumentado constantemente, enquanto que o número de beneficiários do seguro-desemprego tem sido reduzido. Importante destacar que em relação ao ano de 2014, este número diminuiu bastante. E o motivo não é nenhuma surpresa, trata-se das regras duras do governo para receber o benefício.

Neste período de crise que o país vem passando, cerca de 3 milhões de postos de trabalho com carteira assinadas foram fechadas, entretanto, os trabalhadores que recebem o benefício do seguro-desemprego caíram para 1,3 milhão. Esses dados foram confirmados pelo Ministério do Trabalho.

Esta situação se deve pelo fato de que as regras para solicitar o seguro se tornaram mais duras.

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No ano de 2014, em dezembro, as novas medidas foram tomadas, pois o número de desemprego estava inferior a 7%. Atualmente, esta taxa se encontra em 13,6%.

Com o intuito de conter os gastos públicos, as novas medidas do #Seguro-desemprego permitiram um aumento do período exigido como tempo de trabalho para que trabalhador demitido, consiga receber o benefício.

Novas regras mais severas para solicitar seguro-desemprego

No ano de 2014, foram gastos R$ 34,4 bilhões pelo governo federal para pagar seguro-desemprego, que corrigidos pela inflação, teria um valor é correspondente a R$ 39,9 bilhões. No ano de 2016, foram gastos R$ 35,8 bilhões. Isto comprova que as novas medidas possibilitaram o corte de despesas durante a crise no país. Conter os gastos é considerada uma das melhores formas de melhorar a economia brasileira, segundo muitos especialistas.

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Não obstante, esperava-se que as novas regras reduzissem a rotatividade de mão de obra, que era encarada como principal motivo da baixa produção econômica.

Anteriormente às novas regras, os benefícios concedidos pelo pacote de rescisão do contrato de trabalho, no qual o trabalhador tinha direito ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), e seguro-desemprego, motivavam os mesmos a trocarem constantemente de empregos. Isto impossibilitava que as empresas se estimulassem a incentivar a qualificação dos trabalhadores, por exemplo, defendem alguns especialistas.

Entretanto, a concessão do seguro-desemprego ficou mais difícil em um momento em que o número de desemprego tem aumentado e atingido o maior recorde de toda a história do país. Com 14 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país passa por uma crise alarmante.

Segundo o economista que é especialista em mercado de trabalho, Bruno Ottoni, só vai ser comprovada a eficácia das novas regras, quando o país realmente voltar a crescer. #Crise econômica