De suas praias do Caribe até os Andes cobertos de neve, a #Venezuela é um lugar de beleza natural surpreendente. Possui também as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo. Muitos em uma classe profissional prosperaram e deixaram o país quando o falecido Hugo Chávez assumiu o poder em 1999, mas os primeiros anos de seu governo viram uma redução maciça na pobreza, mais crianças na escola e maior acesso à água potável.

Hoje, no entanto, os venezuelanos estão lidando com a maior taxa de #Inflação do mundo, protestos de rua sangrentos e um clima de caos. Como um paraíso potencial ficou tão perdido? Aqui estão algumas respostas:

Os preços do petróleo em queda provocam economia inversa

A receita do petróleo impulsionou a economia da Venezuela sob o comando de Chávez.

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Quando o petróleo era de US$100 por barril, bilhões passaram pela empresa estatal de petróleo e foram revertidos para programas sociais e subsídios alimentares.

Mas, desde 2014 quando o preço do barril de petróleo caiu dramaticamente, esses subsídios maciços tornaram-se insustentáveis perante a redução do fluxo de dinheiro estrangeiro no país.

O fluxo de dólares diminuiu para um gotejamento

A queda nos preços do petróleo também deixou o governo com menos condições de comprar bens de outros países. As importações da Venezuela caíram 50% em relação a 2016, segundo a Ecoanalitica, uma empresa nacional de pesquisa.

Agora, há uma falta crítica de importações essenciais, incluindo medicamentos vitais. O comércio sofre com a falta de suprimentos como papel higiênico, produtos de limpeza, comida e utensílios médicos.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI), estima que em 2017 os números da inflação alcançarão 1,64%.

Os controles de preços são apenas mais um problema

Sob o comando de Chávez, os preços dos itens principais foram reduzidos de forma que todos pudessem pagar. O preço oficial de um saco de farinha de milho, usado em uma refeição básica, é de 639 bolívares. Isso é acessível para muitas pessoas - mas o preço da farinha está abaixo do custo de produção.

Os produtores domésticos deixaram de fazer farinha de milho. E mesmo com o preço oficial baixo, não há nenhum saco de farinha a ser comprado.

País até os últimos US $ 10 bilhões

A Venezuela tem apenas US $ 10,5 bilhões em reservas externa, segundo dados recentes do Banco Central da Venezuela. O país está devendo aproximadamente US $ 7,2 bilhões em pagamentos de dívida pendentes.

A inflação desenfreada significou que mais pessoas estão deixando de fazer refeições e a porcentagem de venezuelanos falidos está crescendo rapidamente, de acordo com uma pesquisa nacional anual de três das principais universidades do país e outros grupos de pesquisa.

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Muitos apelidaram esse fenômeno da "dieta Maduro", uma referência ao atual presidente Nicolas Maduro, que enfrenta forte oposição da população que está passando fome. Mais de 70% da população do país emagreceu em média 8,7 quilos devido a forte recessão econômica.

A dor se transforma em raiva e protesto

O país sofreu protestos violentos nas últimas semanas, quando os líderes da oposição enfrentam os simpatizantes de Maduro.

Os manifestantes antigoverno querem que Maduro desista, acusando-o de destruir a democracia. Maduro, entretanto, enviou o exército venezuelano para as ruas para manter a ordem.