Em todo país, petroleiros já preparam mobilizações contra o polêmico 'plano de desinvestimento' da atual direção da #Petrobras, que está buscando arrecadar, até 2018, R$ 21 bilhões com a venda de ativos. Para as lideranças sindicais, o tal plano também põe em risco os postos de trabalho dos petroleiros.

A cada capítulo, essa história ganha outros contornos dramáticos. Acrescida dos escândalos de corrupção na estatal (apurados pela Operação Lava Jato), as notícias sobre a Petrobras repercutem negativamente no mundo todo. No exterior, as notícias dão conta de que a empresa está de joelhos perante os seus concorrentes. Isto é um fato preocupante para o país, tendo em vista que a Petrobras é um dos principais motores do nosso desenvolvimento econômico brasileiro

Conforme noticiado, diversas ações judiciais e mobilizações dos petroleiros estão em curso contra tais vendas.

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A publicação Época Negócios noticiou que a Petrobras tem programadas aproximadamente 30 vendas, no decorrer do ano, inclusive de ativos no exterior, como a Refinaria de Pasadena, no Texas. Existem ainda informações de que vão ser realizadas as vendas dos campos de Azulão, no Amazonas, e de Juruá, na Bacia de Solimões.

A Folha de São Paulo relatou que a estatal venderá parte de sua participação na petroquímica Brasken. A petrolífera tem 36,1% do capital total e 47% do votante nesta petroquímica. E que venderá também, como já vem alertando as lideranças de petroleiros, a BR Distribuidora, a Liquigás, entre outras.

Estudos sobre efetivos nas refinarias

Sindicalistas filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) estão definindo uma agenda de mobilizações contra tais vendas, bem como mudanças relacionadas, como demissões que vêm ocorrendo.

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) também está mobilizada contra tal programa de desinvestimento.

No começo desta semana, as lideranças de sindicatos dos petroleiros filiadas à FNP informaram que participaram de reuniões no final de maio e início de junho, por exemplo na RENAN (Refinaria Isaac Sabbá), no Amazonas, em função de mudanças de pessoal. Os sindicalistas estão mobilizados para a defesa do emprego.

O mesmo risco de demissões ocorre na Rnest (Refinaria Abreu e Lima), em Pernambuco. As lideranças informam haver plano para reduzir operadores em 24 setores.

Ainda estão indefinidas questões sobre mudanças também na RLAN (Refinaria Landulpho Alves). Na Regap (Refinaria Gabriel Passos), as lideranças disseram que estudos não indicam redução de efetivo, no entanto, há possibilidade de definição da dobra de turno.

Na Replan (Refinaria de Paulínia) foi apresentado um estudo que aponta para a redução de 54 operadores (os 20% de sobre-efetivo). As lideranças de petroleiros estão tomando medidas, entre elas uma #Greve de 48 horas, caso sejam efetivadas demissões.

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Tal movimento incluiria, também, uma recusa coletiva de trabalhar em situação de quadro reduzido de empregados. Fica evidente que redução de pessoal, em especial numa empresa do porte da Petrobras, resultará em sobrecarga para os demais.

Há estudos e mobilizações semelhantes para a Recap (Refinaria Capuava), na Grande São Paulo; Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos; Reduc (Refinaria Duque de Caxias), no Rio de Janeiro; Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), em Araucária, no Paraná; Refap (Refinaria Alberto Pasqualini), em Canoas, Rio Grande do Sul, onde há o risco de redução de 15 a 25% do efetivo; RPCC (Refinaria Potiguar Clara Camarão), no Rio Grande do Norte, onde não há questão de efetivo, mas de incorporação pelo setor de Exploração e Produção; e Lubnor (Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste), onde há risco de redução de efetivo.

Em resumo, as lideranças ressaltam possíveis reduções de efetivo em Rnest, Refap, Renan e Replan. Estudos não apresentados em Relan, Reduc e Repar, nas quais há perspectivas de redução dos postos de trabalho. Estudos apontam reduções na Recap, Revap, Regap, Rpcc e Lubnor.

Sem legitimidade

A FUP considera que a direção da Petrobras não tem autorização para vender ativos, ou 'desmontar' a empresa. Segundo a entidade, a empresa está transferindo (rapidamente) seu patrimônio para as suas concorrentes. Os ativos a serem vendidos incluem campos de petróleo e gás, sondas de perfuração, redes de gasodutos e subsidiárias estratégicas - Liquigás e a BR Distribuidora.

Segundo a FUP, o presidente da empresa, Pedro Parente, não tem legitimidade para programar tal plano de desinvestimento, uma vez que foi indicado pelo presidente Temer, envolvido em denúncias de corrupção. A entidade tem reivindicado a demissão imediata de Pedro Parente da direção da empresa. "Uma empresa tão importante para o país precisa ser administrada com foco no desenvolvimento nacional, voltando a gerar empregos e renda para o povo brasileiro", disse a FUP em seu Informe FUP, desta quinta-feira (8). #sindicato