Em um outro momento, já haviamos falado sobre as expectativas de que o #Brasil estaria caminhando para o fim da recessão. Mas até agora, talvez não tivéssemos dados tão reais, que nos permitissem de fato acreditar nessa mudança. Foram 8 trimestres seguidos com queda no Produto Interno Bruto (#PIB) no Brasil, ou seja, dois anos inteiros apresentando queda em seus índices.

No entanto, após esse período, a #Economia do Brasil, finalmente voltou a crescer. Nos primeiros três meses deste ano, 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% em relação ao último trimestre do ano passado. Esses dados positivos, foram divulgados nesta quinta-feira, (01), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O Brasil, enfrentou em 2016, a pior recessão da história do país, com queda de 3,6% no PIB e portanto esse aumento deve ser comemorado. No entanto, apesar de ser o primeiro passo para o fim da recessão, é importante entender que é apenas o começo, já que a recuperação completa do país deve enfrentar um processo lento e difícil, principalmente por conta do cenário atual político e todas as tensões existentes nesse setor no momento.

Veja quais setores contribuíram para esse crescimento

O PIB totalizou, em valores, R$ 1,595 trilhão. Alguns setores, tiveram variações mais expressivas e ajudaram a "puxar" o Produto Interno Bruto para cima: A agropecuária, aparece em primeiro lugar, com alta de 13,4% em relação ao último trimestre do ano de 2016. Na sequência podemos perceber o setor da indústria com aumento de 0,9%, e o setor de serviços que não apresentou nenhuma variação em relação ao trimestre passado.

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Já na demanda, todos os componentes do PIB apresentaram queda; as famílias reduziram seus índices de consumo em 0,1%, os gastos do governo tiveram queda de 0,6% e a Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos) recuou 1,6%.

Com aumento de 1% entramos em uma "saída técnica" da recessão, entenda:

Após registrar alta de 1% depois de 8 trimestres de quedas consecutivas, podemos dizer que o país saiu tecnicamente da sua pior recessão da história. No entanto, os sinais de recuperação ainda não são claros e mesmo com a recuperação de alguns setores da economia, não é possível prever os impactos que a crise política poderá causar para a economia do país. Principalmente após o presidente Michel Temer ter sido envolvido em denúncias feitas a partir das delações premiadas de alguns executivos da JBS.

Com os juros e a inflação em queda, o andamento das reformas da Previdência e também da Reforma Trabalhista, haviam expectativas de que o segundo semestre ganhasse mais força e continuasse caminhando para tirar o Brasil, efetivamente, da crise.

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Mas os escândalos políticos, trouxem uma grande incerteza novamente.

Segundo o portal de notícia G1, Alex Agostini ,o economista-chefe da Austin Ratings, acredita que só poderemos falar em fim da recessão, quando o PIB acumular 4 saldos positivos no decorrer de 4 trimestres consecutivos, em comparação aos 4 anteriores.

Então, vamos comemorar, mas com cautela e aguardar os próximos acontecimentos.

E você? O que pensa a respeito dessa notícia? Acredita no fim da recessão? Comente, sua participação é muito importante.