Se a população brasileira passa por dívidas enormes nas suas contas pessoais, os bancos não estão atrás. Em levantamento feito pela SINPROFAZ, que é o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, as grandes instituições financeiras devem mais de R$ 120 bilhões ao Governo Federal. As informações foram divulgadas também pela LAI, a Lei de Acesso a Informação.

As dívidas são variadas e não envolvidas em um único tema. São cobranças de FGTS até dívidas da previdência social. Apenas para o Fundo de Garantia, os bancos estão devendo R$ 107 milhões. Sobre as dívidas que envolvem a previdência, as instituições financeiras estão negativas em R$ 7 bilhões nos impostos da previdência e R$ 117 bilhões para as dívidas não previdenciária.

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Os bancos informaram que existem dois tipos de dívidas e que o maior montante está com a situação irregular.

Isso significa que as cobranças então em processo de finalização, mas que ainda não chegaram ao fim. A falta de encerramento é devido à necessidade de garantia, ou de um bem de penhora nas execuções fiscais. Para o jurista Daniel Moreira, a #Dívida para uma empresa é algo normal “Atitudes como estas fazem parte da vida de quem administra empresas e o setor bancário. Os motivos podem ser vários, desde usar o cheque especial, até comprar por meio financiamentos, máquinas e veículos”, comenta Daniel. O motivo para isso ocorrer nas instituições é que faz o advogado ter uma postura mais crítica, “Para que a dívida seja criada, tenha origem, a questão pode ser a falta de planejamento, como também o despreparo do empreendedor.

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Se estamos falando de instituições bancárias, a questão pode ser política e econômica. Os juros no Brasil são altos e isso auxilia para que as dívidas cresçam cada vez mais” comenta o advogado.

Situação Regular

Se a dívida está em uma situação regular é sinal positivo? Não necessariamente. A situação representa valores já garantidos por depósitos ou a cobrança já não existe mais sendo a decisão feita pela justiça. Neste ponto as instituições financeiras estão com um valor menor, de R$ 41,8 bilhões. No mundo das empresas e suas administrações, é comum ouvir que dívida não se paga, mas se administra como explica Daniel Moreira. “É comum ouvir que as instituições não têm a preocupação de pagar as dívidas e sim administra-las. Atuando no campo do direito, vejo muitos escritórios buscando soluções de forma legal, o que chamamos de administração do passivo, algo que vincula o direito com a contabilidade”, explica o advogado #Economia #Banco