Há poucos dias para a “comemoração” dos 10 anos da #Crise que envolveu os Estados Unidos, Europa e chegou em todos os lugares do globo, o mundo não mudou tanto nos mercados financeiros. Tudo começa quando Wall Street ignora o aviso do Bear Stearns, por falência de dois fundos de investimentos, não podendo devolver a quantia investida para os seus clientes. O Bear Stearns realmente entrou em modo “bear" – quando há queda forte no mercado financeiro. Um ano depois, o Lehman Brothers também mostrava que não era um caso isolado.

O tesouro americano teve que salvar suas instituições financeiras para o colapso não ter medidas maiores do que aconteceu.

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Para o ex-secretário da Fazenda do Mato Grosso do Sul, é possível um tsunami assim no Brasil por causa de delações e da Lava Jato. "Em uma delação do Palocci pode fazer o Brasil sofrer um colapso quase da mesma forma que houve há 10 anos atrás", diz Mário Sérgio Lorenzetti. Sendo um mundo diferente após uma década da crise financeira, alguns países já estão recuperados e outros - a exemplo do Brasil - sofre forte crise econômica, mas sem envolvimento direto com o que houve em 2007. Para o ex-secretário as novas normas não mudam o sistema e a falta de fiscalização, comum por aqui, podem ser a principal causa de uma nova catástrofe. "Depois do que houve com a crise global muito foi escrito mas pouco foi efetivamente feito. Ainda existe pouca fiscalização e criar as leis, mas não ter uma freada na loucura que são os mercados financeiros se torna uma vitória ilusória", comenta.

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A quantidade de dinheiro nos mercados financeiros atualmente é maior do que há 10 anos atrás. Alguns fundos no país operam mais de 1 bilhão e outros tem esta meta para os próximos anos, o que assusta um pouco Lorenzetti. "Não posso negar que as normas, mesmo que não sendo fiscalizadas como já citei, elas ajudam. Hoje as instituições financeiras estão muito mais regularizadas e uma pessoa pode ser responsabilizada sobre tudo o que acontece, o montante que estas corretoras, empresas tem nas mãos é enorme", diz.

China

Grande país no seu tamanho geográfico e também na #Economia, a possível quebra da China – se acontecer – pode iniciar um novo colapso global. Os investidores sempre observam o crescimento do PIB chinês, o seu premiê Li Keqiang aposta em um crescimento para o Estado chinês em 6,5% - 7% no ano, algo já alcançável na última divulgação dos números em abril de 2017, 6,9%. Mas com o crescimento em queda comparado aos primeiros trimestres do ano de 0,4%. A forma como gerencia o seu sistema financeiro está em processo de transição para o ocidental, buscando o investimento privado.

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“Os chineses estão parando de investir apenas em investimento público, estão querendo deixar de lado a exportação e buscando o privado. Mesmo sendo algo positivo para o ocidente, é algo que preocupa o sistema mundial”, comenta Mário Sérgio.

Se existe a possibilidade de um novo colapso, os especialistas no mercado sempre dirão que é possível. Hoje, ainda não se sabe em qual “bolha” estamos, e se estamos em uma, quando que irá estourar. #China