O anúncio da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro deu ao ##Mercado suporte suficiente para encerrar as operações desta quarta-feira com ganhos expressivos, enquanto a cotação do #dólar chegou ao seu menor patamar desde o mês de maio.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou o dia em alta de 1,57%, aos 64.835 pontos e um volume negociado de R$ 10,115 bilhões. As ações que mais subiram no dia foram Petrobras PN (4,95%), Bradesco ON (4,38%), Petrobras ON (3,90%), Eletrobras PNB (3,79%) e BR Malls ON (4,05%). Na outra ponta, as principais baixas foram vistas por Embraer ON (-2,32%), Fibria ON (-2,05%), Klabin UNT (-1,70%).

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Suzano Papel PNA (-0,74%) e Tim Participações ON (-0,69%).

Os ganhos do mercado de capitais avançaram após a notícia de que o ex-presidente Lula foi condenado [VIDEO] em primeira instância a nove anos e meio de prisão, por conta do processo envolvendo o apartamento triplex no Guarujá (SP).

Os agentes também repercutiram a aprovação da reforma trabalhista no Senado. Mesmo com as polêmicas envolvendo a proposta, como a validação dos acordos entre patrão e empregado sobre as convenções coletivas e a possibilidade de gestantes trabalharem em condições insalubres, a medida foi vista como uma vitória do governo Michel Temer, que tenta prosseguir em meio às diversas acusações de corrupção envolvendo o presidente e diversos integrantes de sua equipe. O mercado acredita que, mesmo que Temer não termine o mandato, as reformas terão continuidade por meio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) - que chegou a sinalizar que irá barrar qualquer medida que venha a alterar o texto da reforma trabalhista aprovado no Senado na noite desta terça-feira.

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No câmbio, a cotação do dólar comercial terminou as operações desta quarta-feira em baixa de 1,40%, chegando a R$ 3,208 na venda - seu menor valor desde o mês de maio. Além da condenação do ex-presidente, os dados foram influenciados pelo discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, onde ela sinalizou que os juros norte-americanos não precisarão de um ajuste expressivo - o que trouxe algum alívio para os agentes por conta do temor envolvendo a fuga de capital dos mercados considerados de risco (como o Brasil) para os Estados Unidos, onde os investimentos são considerados mais seguros.

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