O áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e Joesley Batista, dono da JBS, começa a ter eco nas porcentagens que analisam a #Economia e o governo. Divulgado pela Ibre-FGV, a confiança das famílias brasileiras quando envolvem as finanças pessoais teve importante queda ultrapassando cinco pontos. No mês de junho, a confiança foi medida em 5,6 pontos negativos, sendo o valor total de 89,9 pontos.

Muito desta desconfiança ocorre pelos acontecimentos envolvendo o cenário político e o aumento do desemprego que ocorre no país. A coordenadora da Sondagem do Consumidor analisou os dados e vê que a delação de Joesley Batista, como também o alto #Desemprego, podem trazer outros dados em negativo no futuro.

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“Os eventos em maio sobre a delação trazem resultados ruins, a expectativa de emprego e finanças familiares estão fracas, diminuindo a compra de bens duráveis", disse Viviane Seda.

Esta análise foi a que mais influenciou o ICC (Índice de Confiança do Consumidor), que caiu em 1,9% no mês de junho. O dado negativo poderia ter sido maior se não fossem as famílias que tem renda acima de R$ 3 mil que mostram confiança no Brasil. Todas as outras rendas familiares, analisadas pelo ICC não "sentem" tal confiança para poder consumir e nem vislumbram uma melhora do país economicamente a médio prazo. Outro fato está na desconfiança das famílias com renda maior que R$ 5 mil sendo a terceira vez seguida com resultado negativo.

Desemprego

Desde o começo do ano, o brasileiro desempregado não tem tanto otimismo com a economia.

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Mesmo com a inflação caindo a cada mês, chegando próximo dos 3% no acumulado de 12 meses e os cortes também na Selic, que já fazem economistas acreditarem na taxa de 8% até o fim do ano, não alegra o cidadão que está sem emprego.

Os fatores positivos que poderiam ser um impulso para ter esperança de ser empregado não é visto pelo cidadão que acorda cedo para ver os papeis colados com vagas nos centros das maiores capitais do país. Em pesquisa, 82% não acredita em uma rápida melhora da economia brasileira. Os otimistas ficam em 1%, acreditando que a situação voltará a ficar boa. Os motivos que os pesquisados mais se queixaram foram sobre a corrupção e a taxa de desemprego que, atualmente, em dados do #IBGE, são três milhões sem emprego fixo e sem acreditar que a situação irá mudar.

"Normalmente muitos desempregados estão fracos na qualificação profissional"

Para dificultar, estudos mostram que ficar sem emprego por mais de dois anos prejudica quem procura emprego. “Normalmente muitos desempregados estão fracos na qualificação e por isso não conseguem entrar no mercado de trabalho.

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Quando a demanda das empresas voltar pode ser que sofra ainda mais por não entender as tecnologias usadas e continuem sem emprego fixo”, analisou Fernando de Holanda, pesquisador da Ibre/FGV.

O professor do Insper, De Pieri, aconselha não deixar de conversar com pessoas do mercado, fazer o famoso “networking”. “As empresas justificam que este profissional que ficou sem emprego não tem mais a capacidade técnica e também a de ser líder. Por isso é importante que continue sempre atualizado”, disse o professor.