A crise econômica que devora o Brasil chega às livrarias, como em outros tantos ramos do comércio. Conhecida por ser amada por seus frequentadores, e pelo seu espaço de destaque a #Livraria Cultura passa por uma fase complicada.

Se já não bastasse a crise no mercado editorial com chegada da internet que permite consultas onlines em celulares, tablets, notebooks e readers, os brasileiros, com orçamento cada vez mais apertados estão cortando os itens considerados como secundários de sua lista de compras. Entre eles, os livros impressos.

A Livraria Cultura tem tido dificuldades em pagar seus fornecedores e isso obscureceu sua fama de menina dos olhos das editoras a tornando a indesejada no mercado livreiro.

Publicidade
Publicidade

Segundo #Sérgio Herz, presidente e fundador, a Livraria Cultura entrou em negociação com fornecedores para estender prazos de pagamentos e honrar seus compromissos financeiros. De acordo com revista Valor , o faturamento da Cultura vem há dois anos fechando no vermelho, e com isso seu lucro em 2016 ficou próximo ao que ganhou em 2013 o que levou a uma queda de 8% dos seus rendimentos.

Sérgio Herz entrou em negociação com fornecedores para estender prazos de pagamentos, pois segundo ele o consumidor da livraria compra em até 10 vezes, e o comércio tem que pagar fornecedores em até 120 dias. No fim das contas, a loja acaba financiando o cliente, mas não consegue fazer esse repassa de custo, pois nos tempos de crise, que estamos vivendo, fica mais difícil elevar preços.

Como forma de aliviar os gastos e a falta de recursos, a Livraria Cultura não abrirá nenhuma loja em 2017, mas vai continuar com as livrarias em grandes cidades, como São Paulo, Rio, Brasília e Curitiba.

Publicidade

Sérgio Herz pretende investir mais forte no sistema de vendas pela internet da sua rede, pois hoje, as vendas virtuais representam 28% das suas vendas, mas ele pretende, no prazo de cinco anos chegar a 60% ou 70% de vendas online.

As vendas pela internet ajudam reduzir os custos de manutenção e facilitam comercializar livros em todo o país e com isso pode se agregar um novo público, que não pode ir até as lojas físicas.

Outro ponto importante na atual crise das livrarias no país, que tiveram juntas uma queda de 16%, é que as concorrentes virtuais 'Amazon' e 'Estante Virtual' têm fechado suas as contas no azul.

Especialistas defendem que chegou a hora do mercado livreiro repensar seus produtos e estratégias de venda ao consumidor. Pois, com o cenário da crise, o dinheiro se tornar mais escasso. E as grandes redes, como a Livraria Cultura, terão que diminuir novamente seu tamanho para sobreviver. #Crise de mercado