Muito comemorada, a divulgação do IPCA pelo IBGE no mês de junho foi de queda. A baixa em 0,23% que fez o Presidente #Temer, na reunião do G20, falar que o país não sofre recessão. A derrubada na inflação para alguns especialistas não ocorre por uma boa gestão do governante e sim por outros fatores. “Não podemos esquecer da boa safra que tivemos no começo do ano e também houve queda nas cobranças da energia elétrica com o uso da ‘tarifa verde’ para o sexto mês do ano que ajudou para a #Inflação”, diz o Mestre em Direitos fundamentais, Fernando Rizzolo. Para o jurista, o país necessita demonstrar confiança para os investidores que veem a instabilidade política uma negativa aos investimentos.

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“Pouco se vê meritocracia na questão da queda da inflação. O cenário político que se tem, preferir cortar juros do que diminuir o desemprego que chega a números altíssimos. Porque não buscar ter mais crédito? Traria mais investimento por parte da população, só que é necessária confiança e paramos na barreira da inconstância econômica e política do país”, diz Rizzolo.

A queda também nos primeiros meses do ano para o desemprego em 0,6% ainda é baixa, mas para o governo é motivo de comemoração. Atualmente a taxa de desemprego está em 13,3% com mais de 10 milhões de desempregados sem assinar a carteira. “Algo que deveria ser combatido na sua primeira instância. Não ter emprego, não gera renda familiar, o que afeta o emocional do trabalhador. Fenômeno que atinge mais de 14 milhões de trabalhadores.

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A falta de investimento na mão de obra para uma melhora na qualificação só gera violência e apreensão”, comenta o Mestre em Direitos Fundamentais.

Andando no caminho do pensamento ao contrário do professor Rizzolo, é o também professor José Pereira. Acreditando em uma melhora na #Economia e também na taxa de desemprego para os próximos meses. José vê números positivos. “Com a aprovação das reformas trabalhistas, que será sancionada no dia de hoje, e da previdência e uma possível tributária, tudo caminhará para números positivos", afirma o Professor de Economia da UNB.

História

Ter uma deflação em um momento de crise não é algo que assuste, mas na história há indícios de preocupação se casos como estes forem repetidos. Após a queda da Bolsa de Nova York, em 1929, houve deflação não apenas uma vez e também nos anos 80, o Japão sofreu com tal fenômeno econômico

No Brasil, na Era Vargas, foi necessário queimar algumas sacas de café e o governo aumentar os custos para as contas pudessem ter equilíbrio. Na era atual, aumentar custos não seria a melhor forma de encontrar equilíbrio e Fernando Rizzolo diz que o fim da recessão comentado por Michel Temer é apenas para inglês ver. “Se analisarmos a economia, ela está em queda por 7,2% desde 2015. A crise que estamos é brutal e o presidente falar que não existe mais, que chegou ao fim, é apenas para inglês ver, pena que os ingleses não enxergam o Brasil da mesma maneira que seus governantes”, finaliza o Mestre em Direito Fundamental.