Pirâmides financeiras são práticas de crime contra a economia popular. Ela é enquadrada no inciso IX, art 2º, da Lei 1.521/51, que diz que obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou um número indeterminado de de pessoas mediante a especulações ou processo fraudulentos é crime.

Após várias denúncias de que empresas usam de práticas de pirâmide financeiras, tivemos notícias de empresas sendo fechadas e seus proprietários respondendo por crimes econômicos, como por exemplo, estelionato. Muitas empresas até hoje são investigadas e até perderam credibilidade e valor na bolsa devido a essas denúncias.

Mesmo com a queda de várias pirâmides, muitas empresas e grupos de pessoas usaram a criatividade e inovação para mascarar as pirâmides financeiras.

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Hoje, podemos ver diversas empresas que trabalham no ramo de MMN (Marketing Multinível). Grupos de doações e a nova onda das fraudes econômicas: a mandala. O que todos eles têm em comum é que todos esses esquemas são formas mascaradas de pirâmides financeiras, salvo algumas empresas que usam o sistema MMN para realmente vender seus produtos e não para sustentar uma fraude.

A mandala

A #Mandala é uma nova febre, com promessas de um baixo investimento e de ganhos extraordinários se tornou popular rapidamente, o que facilitou muito a aplicação dos golpes. Casos de grandes prejuízos nos estados do Acre, Rio Grande do Norte e Minas Gerais logo se tornaram famosos na mídia.

A mandala funciona da seguinte forma: temos quatro divisões, onde na primeira está uma pessoa que irá receber oito pagamentos das pessoas do quarto grupo, logo após receber esses pagamentos, essa pessoa sai do jogo e a mandala se dividi em duas.

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A segunda divisão é onde fica duas pessoas que esperam a pessoa da primeira divisão receber todos os pagamentos, para que assim que a mandala se dividir, elas assumam a posição de recebedores, uma em cada mandala. Na terceira divisão fica quatro pessoas que aguardam as pessoas da primeira e da segunda divisão receberem seus pagamentos, para então se tornarem recebedores. E, por último, temos os oito pagadores na quarta divisão, que são os responsáveis por fazer a mandala andar.

A prática da mandala também se tornou muito comum em grupos do WhatsApp. Como um meio fácil e rápido de divulgação de ideias, o Facebook também se tornou o foco das pessoas que organizam essas mandalas. Em pouco tempo, começaram a aparecer várias páginas e grupos que divulgavam a tão aclamada mandala da prosperidade, algo que atrai diversas pessoas todos os dias.

Normalmente, as mandalas são criadas por grupos de amigos ou até mesmo uma única pessoa que ocupa as sete primeiras posições e espera os pagantes. O fato é que esse sistema não se sustenta.

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Vejamos que para pagar os oito primeiros pagantes são necessários que mais 112 pessoas entre nas mandalas e esse número cresce sempre como um múltiplo de oito. Logo, chegará um momento que a mandala vai quebrar e então virá a tona os números do prejuízo causado por ela.

Então vamos prestar bastante atenção nesses golpes. Nem sempre vai existir o próximo tolo. #Golpe #Piramidefinanceira