A reunião da #OPEP, no início da semana, tem ainda gerado repercussões. Além da polêmica sobre o acordo em diminuir a produção em 1,8 milhões de barris, os países membros ouviram do ministro da Arábia Saudita que a organização pretende criar um mecanismo que regule a exportação. Atualmente só existe um monitoramento para a produção.

Isso poderia trazer um equilíbrio ao mercado, mas teria certa dificuldade no controle das exportações de cada país, já que alguns utilizam o óleo para gerar energia própria, comentou o Ministro de #Petróleo Russo, Alexander Novak.

Sendo um país que não compõe a organização, Novak comentou que na Rússia esse monitoramento seria difícil, pois o país tem grandes e pequenas exportações de forma sazonal.

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O grande motivo para o "rastreio" ocorre pelo Irã.

Sua produção vem ocorrendo da forma que a OPEP pede e o país também está cumprindo com o acordo, mas analistas acreditam que a exportação iraniana está além do esperado, sendo um fator para a diminuição do preço do petróleo no mercado. Se a intenção for saber como está cada país, é necessária uma melhoria no monitoramento da OPEP.

Atualmente, apenas a produção do petróleo bruto recebe o rastreamento deixando o refinado sem nenhum controle. Pensando em uma possível fraude nos números de exportações, seria possível a Arábia Saudita exportar mais refinado quando não tivesse um trimestre com dados positivos, por ter grande estrutura para refinar o petróleo.

Diminuição

A Arábia Saudita na reunião também divulgou que a partir do próximo mês irá diminuir a sua exportação em 6,6 milhões de barris.

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O país saudita é um dos que cumprem com o acordo de diminuição na produção em 1,8 milhões de barris. No encontro, houve um pequeno momento mais "caloroso" quando, o ministro de Omã disse não concordar que a Líbia aumente em 1,25 milhões a sua produção de barris. Pelos conflitos internos contra grupos terroristas e também a mudança de governo, o país não está autorizado pela organização a participar do acordo até ter sua produção petrolífera controlada.

Ter uma alta na produção do Estado líbio, para o ministro, irá diminuir os preços no mercado. Há indícios de algumas estações de petróleo estarem destruídas na Líbia, por causa de ataques terroristas, o que demorará ainda mais para chegar ao nível desejado pela OPEP na produção.

Os países ainda reclamaram do pequeno aumento que houve no preço do petróleo. Já na terça-feira, o preço do petróleo subiu 3% e para os ministros que representavam os Estados, a expectativa era maior na valorização. Nesta semana, o combustível teve alta de 5,33% no bruto custando US$ 49,86. Já o refinado, termina também valorizado à 4,92% sendo precificado acima dos R$ 50,00 dólares o barril. #Economia