Com os cortes que vem acontecendo na taxa de juros, algumas opções de investimentos não têm mais o grande interesse como existia há alguns meses. No momento em que a Selic estava acima dos 11%, títulos públicos eram a bola da vez. Os atrelados aos juros eram ótima opção.

O mesmo ocorre com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) chegando próximo da meta governamental, fazendo o Tesouro direto atrelado ao IPCA não ter a rentabilidade que o investidor aguarda. Por isso, alguns analistas do mercado financeiro estão começando a indicar as commodities. Este grupo de determinados produtos tem se tornado a grande procura dos interessados em lucrar na Bolsa de Valores.

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Algumas corretoras têm sentido a procura pelas commodities - um investimento pouco conhecido do grande público - aumentar. Para começar a investir, é importante procurar por uma corretora que tenham bons gestores e indique opções de commodities em pelo menos três opções: as agrícolas, as financeiras e as minerais, sendo esta última opção a que tem ganhado destaque no mercado financeiro mundial com o minério de ferro e o #Petróleo. Há também um aumento na procura por commodities agrícolas, pela forte puxada que deu na última divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

Sobe e desce

Pela grande volatilidade, as commodities podem assustar o investidor de primeira viagem. Algumas mercadorias sofrem grandes desvalorizações no dia, que é necessário ter uma quantia de reserva na conta do banco de investimento para que possa suprir as perdas diárias.

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Uma forma de ter mais segurança quando for investido o capital é procurar por fundos de capital. Estes fundos diversificam o valor investido em renda fixa e também nas commodities, dando uma equilibrada na segurança do dinheiro, como também trazendo a rentabilidade que o investidor tanto quer.

Os fundos de capital são do tipo multimercado, onde os gestores investem em vários ativos, como as moedas, títulos públicos e também nas commodities. A segurança de não ter grandes perdas está na estratégia do fundo de capital ter grandes valores investido na renda fixa, fazendo o investimento ter uma proteção contra perdas.

Claro que é possível uma desvalorização do dinheiro investido, mas neste caso há uma prejuízo menor. Investir pelo mercado futuro ou pelo de opções torna o risco maior tanto para conseguir a lucratividade como para perdas do valor investido.

Em alta

Na última semana, houve um forte ganho para o petróleo. Eis uma commoditie famosa por sempre estar comentada quando o combustível no país aumenta.

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O petróleo teve alta acima dos 10%, tanto pela reunião da Opep (Organização dos Países Produtores e Petróleo), que decidiu manter o acordo de diminuição da produção para que o preço do barril aumente.

A Arábia Saudita também informou que já este mês irá diminuir sua exportação em 6,6 milhões de barris, também com a intenção de aumentar o preço do produto. Nesta segunda-feira (31), o barril do petróleo refinado fechou em US$ 52,70 (R$ 164,37), pequena valorização de 0,13%. O óleo bruto também fechou acima dos US$ 50 o barril (R$ 155,95).

Abrindo a semana em forte elevação, surpreendendo o mercado, foi o minério de ferro. Fechando em US$ 73 (R$ 227,69), com alta acima dos 3%, a commoditie vem em um rali desde o final de abril, com altas acima da previsão do mercado financeiro, o que torna grande atrativo para o investimento.

Estas duas opções de commodities são os "cavalos fortes" das duas maiores ações brasileiras da Bolsa de Valores de São Paulo. A Vale e a Petrobrás, por muitos pregões têm seus papéis em alta ou baixa, pelo que acontece com estas duas mercadorias nos índices europeus, americanos e chineses.

Pelo início favorável que teve o minério de ferro no mercado mundial, as duas ações da Vale, Vale3 e Vale5, fecharam em alta de 3,16% e 2,16%, respectivamente. #Economia