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A empresa do sorvete Diletto (que significa delícia, em Italiano) é detentora de uma das marcas mais seletas, seja pelos ingredientes de alto padrão ou ainda pela sua história que remete aos padrões italianos, além de atualmente ser uma concorrente direta da empresa americana Haagen-Daaz.

Porém, de acordo com a reportagem divulgada na Revista Exame na edição de outubro de 2014, a história não é bem essa que a empresa tenta vender, a de uma proposta de um produto tradicional e importado. Com a denominada matéria “#marketing ou mentira? ”, o senhor Scabin teria dado início à empresa em 1922 na Itália. A empresa conta que o mesmo teve a ideia de misturar suco de frutas frescas com a neve e espetar em um palito, dando a origem aos primeiros sorvetes da marca.

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Vittorio Scabin seria o suposto avô de um dos fundadores da empresa. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele teria vindo se abrigar em São Paulo, dando origem a empresa aqui no Brasil. Porém, a própria reportagem é enfática em dizer que esse suposto avô nunca existiu.

Jogada de marketing da Diletto pode resultar em uma condenação milionária se provado os fatos

A pratica de Storytelling, apresentar a história da empresa por meio de uma narrativa, é muito comum. Essa técnica de marketing busca gerar empatia e dar a impressão de um produto seleto ou ainda passar a impressão de que o produto em questão tem origem importada, como a própria Diletto induz na hora de contar as suas origens.

Em 2014, o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) abriu um processo administrativo contra a empresa.

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Atualmente, o processo está nas mãos do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor) que é um órgão do Ministério da Justiça.

Em reunião do Conar em novembro de 2014, a empresa foi condenada pelo Conselho de Ética pela maior parte dos votos a retificar a sua propaganda e explicar que a história não passava de uma jogada de marketing.

Se a empresa de fato for condenada, a punição pode resultar na retificação da história da empresa frente aos seus consumidores ou ainda uma multa financeira que pode passar de alguns milhões de reais, como já aconteceu no passado com a empresa Incrível Comércio de Bebidas e Alimentos Ltda., que é a produtor dos sucos em caixa da marca “Do Bem”.

O departamento jurídico da empresa trabalha fortemente para provar que não houve má-fé em sua publicidade.

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