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A #Inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 0,10% em agosto, em comparação a julho, quando apresentou variação de -0,72%. A variação acumulada em 2017 até agosto é de -2,56%, segundo o relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (#FGV/IBRE), nesta quarta-feira (30), um dia após a divulgação da Sondagem da Indústria [VIDEO]. Os dados são calculados com base na coleta de preços entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,33% em agosto, puxado principalmente pelo grupo de transportes (-0,42% para 1,70%), que sofre principal influencia da gasolina (com aumento de taxa de -2,03% para 8,50%).

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O item Habitação (com alta de 0,46% para 0,53%), impactado principalmente pela tarifa de eletricidade residencial, foi outro item que contribuiu para a elevação do índice.

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu -0,05% no mês, enquanto em julho, a queda registrada foi de -1,16%. A diminuição suavizada em agosto deveu-se, sobretudo, ao aumento no preço dos combustíveis para consumo e para a produção, que influenciam na produção de bens finais e bens intermediários. O aumento do preço de commodities como minério de ferro, milho em grão e laranja também pesaram para o índice do subgrupo de Matérias-primas Brutas (1,04%).

Já no setor da construção, o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) registrou aumento de 0,40% em agosto, versus 0,22% no mês anterior. O aumento se deve à variação de 0,20% no subgrupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, e ao Custo de Mão de Obra, que cresceu 0,56% em agosto.

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Serviços

O índice de confiança dos serviços (ICS), também divulgado pela FGV nesta quarta-feira (30) aumentou 0,3 ponto em agosto, atingindo 83,2 pontos, configurando a segunda alta consecutiva. Porém, o indicador recuperou apenas metade da perda de 2,8 pontos observada no mês de junho, segundo o relatório da instituição.

Para o consultor da FGV Silvio Sales, a discreta melhora na percepção das empresas de serviços em agosto voltou a se sustentar nas expectativas, enquanto as avaliações correntes não vêem uma recuperação consistente. "A redução observada em agosto no indicador de emprego previsto, que há três meses vinha sinalizando melhora, reforça o cenário de um processo lento de retomada do ritmo de atividade do setor", diz em nota no relatório.

Sete das 13 principais atividades pesquisadas registraram alta na confiança, sobretudo devido à melhora do Índice de Expectativas (IE-S, com 0,9 ponto de alta), apesar de o Índice de Situação Atual (ISA-S) ter sofrido perda de 0,3 ponto.

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A maior contribuição para a subida do IE-S foi o indicador da Demanda Prevista, com 1,0 de aumento (86,8 pontos),enquanto o Volume da Demanda Atual, com recuo de 0,3 ponto (para 76,5 pontos), influenciou em maior parte para a diminuição do ISA-S.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços registrou estabilidade em agosto, permanecendo 82,1%, depois de registrar o menor patamar histórico em junho (81,5%), de acordo com o relatório.

Já o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-BR) recuou 5,9 pontos entre os meses de julho e agosto,de 136,0 para 130,1 pontos. É a segunda queda consecutiva, e o indicador recupera quase metade da alta observada entre abril e junho, principalmente devido à crise política iniciada em maio com a divulgação das delações dos executivos da JBS.

Para o economista da FGV Pedro Costa Ferreira, embora tenha caído, a incerteza ainda está alta, podendo afetar investimentos e o consumo, podendo continuar caindo ou fazer o caminho inverso, caso haja mudanças na política nacional e internacional.

“Apesar da queda no mês, o nível do indicador ainda está muito alto, com potencial para afetar negativamente tanto os investimentos quanto o ímpeto de compra dos consumidores. Quanto ao futuro, se não tivermos nenhuma surpresa, espera-se a continuidade de queda do indicador, mas o cenário político (possível denúncia mais dura contra o presidente Michel Temer, por exemplo) e o cenário externo (intensificação das tensões com a Coreia do Norte) podem reverter essa tendência rapidamente”, comenta o economista no relatório.