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Analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central estão apostando em mais cortes da taxa de juros, dólar mais barato e #Inflação mais elevada nos próximos 12 meses. Porém, a expectativa de crescimento do PIB foi mantida em 0,34% para 2017 e em 2% para 2018. Os dados são do boletim Focus, divulgado hoje.

Para os analistas ouvidos, a meta da taxa Selic (cortada no mês passado para 9,25% ao ano) terá uma diminuição de 8,0% para 7,5% ao ano ao final de 2017, e de 7,75% para 7,50% ao final de 2018, como continuidade do ciclo de cortes já em curso - a diminuição já pode ser vista pelos consumidores, pois os maiores bancos brasileiros já revisaram suas taxas após o último ajuste.

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Na sequência, a taxa de câmbio - que tem os juros como componente de maior peso para sua formação - também deve cair. Segundo os analistas: o dólar deve fechar o ano a R$ 3,25 (ante R$ 3,30), e de R$ 3,43 para R$ 3,40 ao final do ano que vem.

Inflação ainda aumenta, porém desacelera

Embora as medianas dos juros mostrem tendência de queda na visão do mercado, as compras ao consumidor ainda podem ficar mais caras, um dos efeitos mais óbvios do aumento dos impostos PIS e COFINS sobre os combustíveis.

Para os analistas, as expectativas para a inflação medida pelo IPCA (índice medido pelo IBGE) aumentaram de 0,15% para 0,16% para o mês de julho de 2017 e de 0,30 para 0,35% para o mês de agosto de 2017. A projeção para o fim do ano também foi reajustada de 3,40% ao ano para 3,45%, e mantida em 4,20% ao final de 2018.

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Porém, apesar de maior, o aumento para os próximos 12 meses deve ser mais "suave", como aponta o relatório: na pesquisa Focus de hoje, o mercado ajustou a projeção de inflação de 4,52% para 4,53%, enquanto na pesquisa da semana passada, o aumento foi de 0,12 pontos percentuais (de 4,40% para 4,52%).

Em linha com o Ministro

A pesquisa Focus vem justamente em linha com o empenho do #Governo e do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de impulsionar as reformas no congresso (Previdência e Tributária) e evitar medidas provisórias que dificultem a arrecadação - como estados vizinhos concedam benefícios fiscais à mesma região. A diminuição da arrecadação, por sua vez, pode afetar a meta fiscal para a dívida pública - atualmente orçada com um déficit de R$ 139 bilhões - que, se for elevada, implicará em aumento da dívida e dificuldade de o governo manter seus órgãos em funcionamento devido ao maior desequilíbrio das contas públicas.