Analistas do mercado financeiro reajustaram para baixo suas estimativas para a #Inflação medida pelo IPCA nos próximos 12 meses, segundo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (21), pelo Banco Central (BC). De acordo com o relatório, a mediana das expectativas foi reajustada de 4,5% para 4,43% ao ano, em relação à da semana passada [VIDEO].

A previsão da inflação [VIDEO] para o mês de agosto foi mantida em 0,47%, mas a de setembro foi reajustada para baixo em 0,1 ponto percentual, de 0,33% para 0,32% em relação ao relatório da semana anterior.

Quanto à taxa básica de juros (Selic), o mercado continua apostando em um corte agressivo de 1,0 ponto percentual para a meta do índice no mês de setembro, mantendo a previsão em 8,25% para o período, como na semana passada.

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Ao final do ano, o mercado ainda espera a Selic a 7,5%, assim como para o final de 2018.

Apesar da esperada queda dos juros, o principal fator para a formação do câmbio, analistas também apostam em #dólar mais alto para o mês de agosto: a expectativa foi reajustada de R$ 3,15 para R$ 3,17, e em setembro - que teve a previsão aumentada de R$ 3,18 para R$ 3,19, em comparação à pesquisa da semana passada.

No entanto, a previsão do preço para o final do ano é menor do que a anterior, segundo a pesquisa. Enquanto na semana passada o mercado esperava a taxa de câmbio a R$ 3,25 por dólar ao fim de 2017, na pesquisa mais recente a expectativa é de R$ 3,23. Para o final de 2018 a aposta também foi reduzida de R$ 3,40 para R$ 3,39.

PIB, Produção industrial, balança e conta corrente

Apesar de não terem reajustado a previsão do #PIB para 2017 (mantida em 0,34% de crescimento) e para 2018 (mantido em 2,0%), os analistas ouvidos pelo BC estão mais pessimistas quanto a 2018.

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A produção industrial, por exemplo, embora deva ser mais alta em 2017 do que o esperado na semana anterior (com reajuste do crescimento esperado de 1,03% para 1,10%), deverá ser menor no próximo ano: a mediana das expectativas para 2018 foi reduzida de 2,01% para 1,85%.

A Balança comercial, como um resultado da desaceleração da produção e da variação cambial, também deve registrar resultados menos satisfatórios. Enquanto para 2017 se esperava um superávit de US$ 61,90 bilhões (ante um de US$ 61 bilhões, conforme a pesquisa da semana passada), em 2018 o superávit deve ser de apenas US$ 48 bilhões (US$ 50 milhões menor do que a mediana das projeções da semana passada).

O déficit esperado para a conta corrente em 2017 também é menor do que o esperado na pesquisa anterior, quando se projetava um déficit de US$ 19,90 bilhões, que foi diminuído para US$ 19,85 bilhões. Já para 2018, a previsão do déficit foi reajustada de US$ 33,18 bilhões para US$ 33,19 bilhões.