A #balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,270 bilhão na 4ª semana de setembro de 2017, resultado de #exportações no valor de US$ 4,808 bilhões e importações de US$ 3,538 bilhões, segundo o relatório divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

No mês, as exportações brasileiras somam US$ 14,031 bilhões e as importações, US$ 10,192 bilhões, gerando um superávit de US$ 3,839 bilhões. No ano de 2017, o saldo acumulado é positivo em US$ 51,945 bilhões, 46,7% maior do que o registrado no mesmo intervalo em 2016.

Na 4ª semana de setembro, a média das exportações superou em 4,3% a média da semana anterior [VIDEO], chegando a US$ 961,5 milhões por dia.

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Segundo o ministério, a expansão se deu devido ao aumento nas exportações de semimanufaturados (+8,0%), puxados por açúcar, catodos de cobre, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido, estanho em bruto; e produtos básicos (+6,8%), como minério de ferro, petróleo, farelo de soja, minério de cobre, cinzas e resíduos de metais preciosos.

As vendas de produtos manufaturados (como aviões, motores e turbinas para aviação, etanol, coque e betume de petróleo, automóveis) tiveram retração de 1,9%, saindo do patamar de US$ 347,1 milhões para US$ 340,5 milhões.

Já a média das importações, de US$ 707,5 milhões, teve expansão de 6,3% se comparada à semana anterior, fenômeno atribuído principalmente ao crescimento nos gastos com bebidas e álcool, combustíveis e lubrificantes, farmacêuticos, instrumento de ótica e precisão e equipamentos eletroeletrônicos.

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Crescimento mensal e anual

Na comparação com o mês anterior, o saldo da balança ficou 31,4% menor. Já as médias das exportações até a 4ª semana (US$ 935 milhões) cresceram 10,5%. A explicação foram as altas nas vendas de semimanufaturados (21,9%, para US$ 147,9 milhões), básicos (9,3%, para US$ 426,4 milhões) e manufaturados (9,2%, para US$ 344,9 milhões).Na comparação com igual período de setembro de 2016, o saldo cresceu apenas 0,7%, enquanto as médias até a 4ª semana de setembro de 2017 tiveram uma expansão de 24,3%, explicada pelo aumento das vendas de produtos básicos (36,5%), puxada pela soja, milho, minério de ferro, petróleo, carnes bovina e de frango; manufaturados (18,1%), com alta nas vendas de automóveis, torneiras, válvulas e partes, etc; e semimanufaturados (13,9%), impulsionada por ferro-ligas, açúcar, celulose, etc.

Nas importações, a média diária até a 4ª semana de setembro de 2017 (equivalente a US$ 679,4 milhões), representou um valor 9,0% acima da média do mesmo mês do ano passado, evolução explicada pelos aumentos de 35,2% nos gastos com eletroeletrônicos; de 31,3% nos gastos com químicos orgânicos e inorgânicos; de 25,3% em combustíveis e lubrificantes; 17,3% em automóveis e partes; e de 14,2% em equipamentos mecânicos.

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Na comparação com agosto de 2017, houve crescimento de 12,6% nas médias de importações, explicado pelos aumentos de 28,3% em gastos com siderúrgicos, 27,0% em gastos com químicos orgânicos e inorgânicos, 21,4% em equipamentos mecânicos, 19,7% em plásticos e obras e 13,5% em eletroeletrônicos.