O Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela Fundação Getúlio Vargas [VIDEO] (FGV), avançou 2,4 pontos em setembro, atingindo 85,6 pontos, o maior nível desde dezembro de 2014. Já a Confiança da #Indústria aumentou 0,6 ponto, chegando ao patamar de 92,8 pontos, o maior desde abril de 2014 (quando atingiu 97,0 pontos).

Segundo a FGV, a alta da confiança nos serviços em setembro se deu em 11 das 13 principais atividades pesquisadas com melhora da situação atual (ISA-S) e expectativas para o mês seguinte (IE-S). O Índice da Situação Atual (ISA-S) aumentou 3,2 pontos, principalmente devido aos indicadores de volume de demanda atual e da situação atual dos #Negócios, que exerceram a mesma contribuição para a alta do ISA-S em setembro.

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Eles avançaram 3,2 pontos, retornando a patamares semelhantes aos do início de 2015.

Já o Índice de Expectativas (IE-S) expandiu-se em 1,6 ponto. Entre os indicadores o compõem, o que mais puxou a alta foi o item que avalia a tendência dos negócios para os seis meses seguintes, que passou para 91,9 pontos (um avanço de 2,0 pontos em relação ao mês anterior.

Silvio Sales, consultor da FGV Ibre, diz que o resultado mostra melhora nas avaliações empresariais, enquanto as expectativas anteriores ajudaram no aumento da confiança. "A boa notícia é que, ao longo do terceiro trimestre, as avaliações empresariais sobre a situação corrente e a dos próximos meses mantiveram um perfil equilibrado. Nos meses anteriores, eram as expectativas que vinham ancorando a melhora da confiança. Assim, é possível que a reação na atividade real do setor ganhe um impulso mais claro nos próximos meses”, diz ele em nota no relatório.

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Apesar do otimismo, o Nuci (Nível de utilização da capacidade Instalada) do setor de serviços retornou este mês ao mínimo histórico registrado em junho deste ano, em de 81,5%.

Confiança da Indústria cresce e retorna a nível registrado em abril

Com alta de 0,6 ponto em setembro em relação a agosto [VIDEO], a confiança da indústria chegou ao maior patamar desde abril, com 92,8 pontos. De acordo com os pesquisadores, a alta se deu em 8 das 19 atividades pesquisadas, com a melhora das percepções sobre a situação atual e sobre as expectativas.

Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV IBRE, comentou em nota no relatório que o resultado de setembro "confirma o retorno à fase de recuperação da confiança industrial que havia sido interrompida em maio. Os sinais têm sido consistentes: há contínua melhora das avaliações sobre o momento presente e a maioria dos indicadores da pesquisa deixou para trás os níveis extremamente baixos em que se encontravam durante o período recessivo.

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Como contraponto, o setor ainda opera com elevado nível de ociosidade, mostrando que a recuperação do nível de atividade, apesar de já ser uma realidade, está apenas começando”.

O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 0,6 ponto, para 90,6 pontos, o maior desde maio de 2014 (92,3 pontos). A alta foi impulsionada principalmente devido à melhora na percepção sobre o nível de demanda, que cresceu 1,9 ponto em setembro, atingindo 91,2 pontos ( maior desde maio de 2014, que registrou 92,4 pontos). O grupo de empresas que consideram o nível de demanda forte aumentou de 7,6% para 8,2% do total entre os meses de agosto e setembro, enquanto a parcela de empresas que consideram o nível de demanda fraco permaneceu relativamente estável, passando de 28,7% para 28,8% do total de empresas pesquisadas.

O Índice de Expectativas (IE) aumentou 0,5 ponto, para 94,9 pontos, puxado principalmente pelo indicador que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes, que registrou a maior contribuição positiva, com alta de 2,8 pontos em setembro (chegando a 96,8 pontos). O número de empresas que acreditam que a situação dos negócios estará melhor subiu de 34,0% para 35,6% do total, enquanto a fatia de empresas que esperam piora da pior, recuou de 14,8% para 11,9% do total.

O Nuci da indústria registrou recuou 0,2 ponto percentual entre agosto e setembro, para 73,9%, e a média trimestral também apresentou redução: o Nuci do terceiro trimestre ficou em 74,2%, 0,3 ponto percentual abaixo do observado no trimestre anterior.