O Produto Interno Bruto (#PIB) do segundo trimestre chegou a R$ 1,639 trilhão, um crescimento de 0,2% em relação ao trimestre anterior e 0,3% em relação ao mesmo trimestre de 2016. No acumulado de quatro trimestres, houve queda de 1,4% em relação ao mesmo período anterior. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (#IBGE) e foram divulgados nesta sexta-feira (1º).

Na divisão por setores, a agropecuária registrou variação nula (0,0%) enquanto a indústria caiu 0,5% e os serviços cresceram 0,6% em relação ao primeiro trimestre. Sob o ponto de vista das despesas, o consumo do governo caiu 0,9% e a formação bruta de capital fixo reduziu -0,7%.

Publicidade
Publicidade

Já o consumo das famílias foi o principal responsável para o resultado positivo, pois, voltou a crescer após nove trimestres (1,4% na comparação trimestral e 0,7% em relação ao mesmo período no ano passado).

Para o IBGE, o resultado positivo para o consumo das famílias em comparação ao mesmo período de 2016 deve-se principalmente à evolução de alguns indicadores macroeconômicos, como a desaceleração da inflação [VIDEO], a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

Na comparação ao mesmo trimestre do ano passado, o crescimento da agropecuária (14,9%) exerceu um grande papel para o crescimento do PIB. A explicação reside tanto no fato de que alguns possuem safra relevante no segundo trimestre quanto pelo aumento de produtividade. Dentre os produtos cultivados, apenas o café apresentou queda (-7,0% na estimativa de produção para o ano), enquanto as demais culturas como milho, soja e arroz, devem crescer 56,1%, 19,7% e 16,3%, respectivamente.

Publicidade

Indústria e serviços caem na comparação anual

Além da ajuda do setor agropecuário, o crescimento em relação ao segundo trimestre de 2016 também foi influenciado pelo maior valor adicionado a preços básicos (0,3%), embora os impostos sobre os produtos líquidos de subsídios tenham aumentado pouco (0,1%).

Por outro lado, a indústria [VIDEO] sofreu queda de 2,1%, sendo -1,0% da indústria de transformação - afetada principalmente pela menor produção de equipamentos de transporte (exceto automóveis), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, e de alimentos e bebidas. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, também caiu, 0,5%.

O volume do valor adicionado na construção caiu 7%, assim como o valor adicionado de serviços (-0,3%). Estes foram impactados principalmente pela diminuição de 2,5% dos serviços de informação – telecomunicações, mídias impressas e digitais e tecnologias da informação e comunicação (TICs) – e pela queda de 2,1% de intermediação financeira e seguros.

Publicidade

Atividades de administração, saúde e educação pública (-1,3%) e transporte, armazenagem e correio também caíram 1,3% e 0,5%, respectivamente.

Já o comércio e as atividades imobiliárias subiram, ambos, 0,9%, seguidos pelos outros serviços, que cresceram 0,3%, segundo a pesquisa. Também registrou variação positiva a atividade extrativa mineral (5,9%) devido ao aumento da extração de petróleo e gás natural e de minérios ferrosos. #Inflação