Num futuro próximo, um terço das pessoas no Reino Unido perderão seus empregos por causa da tecnologia. Pelo menos é o que diz uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Oxford e Deloitte, publicada pelo site britânico BBC. De acordo com o estudo, nos próximos 20 anos, a automação e a inserção de máquinas inteligentes, dotadas de inteligência artificial, serão responsáveis por tomar o lugar de muita gente. Mas há exceções.

A boa notícia é que pessoas que têm a habilidade de lidar com outras pessoas correm menos risco de serem substituídas por uma máquina. Os acadêmicos Michael Osborne e Carl Frey calcularam quais os tipos de habilidades são necessárias para a realização de determinados trabalhos como negociação, percepção social, persuasão e originalidade, entre outras.

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O estudo foi baseado em um banco de dados de empregos e cargos nos Estados Unidos e depois adaptado para os britânicos.

Apesar de toda a vantagem que o uso da tecnologia traz para a realização de tarefas repetitivas, os #Robôs ainda tem muito o que evoluir para superar habilidades humanas. Principalmente no que diz respeito às interações humanas. Robôs e softwares dotados de inteligência, por mais que sejam avançados, ainda carecem de empatia e estão longe de competir com seres humanos em tarefas que exigem habilidades emocionais.

O estudo prevê que trabalhos nessa categoria, não muito valorizados hoje em dia, acabarão passando por uma espécie de revolução. Ou seja, o jogo vai virar, e tarefas que atualmente não são tão valorizadas deverão ter um crescimento na demanda ao longo dos próximos anos.

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E isso, claro, resultará em salários mais altos. Em outras palavras daqui há alguns anos profissionais de áreas que lidam diretamente com outros seres humanos estarão entre os mais valorizados.

O fato é que os estudiosos concluíram que há vários tipos de tarefas que não poderão ser automatizadas. Isso vale principalmente para as áreas de saúde e educação. No caso de médicos, a empatia parece ser um dos requisitos básicos para a realização de diagnósticos e mesmo do cuidado com pacientes. Dificilmente, num futuro próximo, um robô será capaz de tomar o lugar dos médicos nos consultórios.

O mesmo vale para a área de educação. No futuro, professores deverão ser mais valorizados. Mesmo que haja robôs virtuais capazes de auxiliar no ensino, eles não poderão substituir um profissional da área. Uma de suas principais deficiência é a capacidade de detectar potenciais problemas de desenvolvimento da criança [VIDEO].

Portanto, quem trabalha em áreas como essas pode ficar mais tranquilo quanto ao futuro. E quem não trabalha, talvez deva ficar de olho na evolução da tecnologia e investir na suas habilidades emocionais para não correr os risco de perder seu #Emprego para um robô. #Inteligência Artificial