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O setor de serviços [VIDEO]diminuiu 0,8% em julho em comparação a junho de 2017 (na série com ajuste sazonal*), segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE [VIDEO]).

Segundo a pesquisa, o segmento de serviços prestados às famílias foi o único a crescer (0,9%), enquanto apresentaram queda os grupos de outros serviços (-2,8%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,0%), transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-0,9%) e serviços de informação e comunicação (-0,8%). Também tiveram queda as atividades turísticas (-2,1% em relação a junho).

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Na série sem ajuste em relação ao mesmo mês do ano de 2016, a queda foi de 3,2% em julho após os recuos de 3,0% em junho e 1,9% em maio. No ano, o indicador acumula queda de -4,0%, e de -4,6% em 12 meses.

Nesta comparação, apresentaram crescimento os segmentos de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (3,0%) e de serviços prestados às famílias (1,5%), enquanto recuaram os grupos outros serviços (-11,6%), serviços profissionais, administrativos e complementares (-7,8%) e serviços de informação e comunicação (-4,1%) e atividades turísticas (-5,0%).

O crescimento dos serviços prestados às famílias nas comparações mensal e anual, assim como os dados do varejo [VIDEO] divulgados na última terça-feira (12) em que se destacaram os setores de bens de #consumo não-duráveis (alimentos, bebidas, móveis, eletrodomésticos, etc), mostram que a retomada econômica, embora lenta, está vindo aliada ao consumo mais do que ao investimento, sendo uma das causas o crescimento real da massa salarial, apontada pelo #IBGE.

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Os serviços por estado e as atividades turísticas

Os estados em que os serviços mais cresceram entre junho e julho (com ajuste sazonal) foram Rondônia (2,0%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Amazonas (0,8%), Goiás (0,7%) e Rio Grande do Norte (0,7%), enquanto registraram queda os estados de Mato Grosso (-7,0%), Espírito Santo (-6,0%) e Tocantins (-5,3%).

Na série sem ajuste, na comparação com julho de 2016, as maiores altas foram vistas no Paraná (7,1%), Amazonas (5,6%) e Mato Grosso (5,3%), enquanto as reduções foram vistas em Roraima (-17,0%), Tocantins (-14,7%), Distrito Federal (14,7%) e Maranhão (-11,6%).

As atividades turísticas aumentaram nos estados de Goiás (4,2%), Ceará (3,8%), Santa Catarina (3,3%), Pernambuco (2,1%), São Paulo (0,6%) e Paraná (0,3%), enquanto diminuíram no Distrito Federal (-3,6%), Espírito Santo (-3,5%), Rio de Janeiro (-3,1%), Bahia (-2,0%), Minas Gerais (-1,6%) e Rio Grande do Sul (-1,3%), um comportamento normal para os meses de inverno.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), foram registradas altas em Goiás (13,8%), Pernambuco (12,2%), Santa Catarina (7,3%), Ceará (6,3%), Paraná (5,3%) e Bahia (0,1%), enquanto as maiores quedas foram vistas no Rio de Janeiro (-22,2%), Distrito Federal (-22,2%), Espírito Santo (-7,5%), Rio Grande do Sul (-6,7%), São Paulo (-3,0%) e Minas Gerais (-1,0%).

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A queda na comparação anual é fortemente influenciada pelo fluxo turístico atípico registrado no Brasil em 2016 ocasionado pelas olimpíadas.

* Ajuste sazonal é um acerto que se faz em função da variação da época do ano. Não é possível, por exemplo, comparar a venda de chocolates no mês de março ou abril (páscoa) com os meses seguintes, pois obviamente será maior. Por isso, para que seja possível comparar esses dois meses, os economistas aplicam o ajuste sazonal, uma fórmula que equilibra os números. No caso do mês de julho, é preciso recorrer a algum ajuste porque o período coincide com as férias escolares, períodos em que há queda na utilização/consumo de determinados bens/serviços em detrimento de outros.