A balança comercial Brasileira registrou um saldo positivo de US$ 5,178 bilhões no mês de setembro até a última semana, conforme o relatório divulgado pelo Ministério da #Indústria, #comércio Exterior e Serviços nesta segunda-feira (2). No ano, a balança acumula um saldo positivo de US$ 53,283 bilhões.

O saldo registrado em setembro de 2017 é 7,5% menor do que o registrado em agosto e 35,8% maior do que o registrado em setembro do ano passado (US$ 3,813 bilhões).

As exportações atingiram o patamar de US$ 18,666 bilhões. Analisando pelas médias por dia útil, elas foram 20,4% maiores do que o nível registrado em setembro de 2016 e 10,2% maiores do que as de agosto de 2017.

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Já as importações do mês somaram US$ 13,488 bilhões, representando um aumento de 11,8% sobre agosto de 2017, e de 18,1% em relação ao mesmo mês no ano passado, a comparar pela média por dia útil.

A corrente de comércio registrada no período (a soma das importações e exportações) foi de US$ 32,154 bilhões, o equivalente a 20,5% a mais do que a registrada em setembro de 2016 pelas médias diárias.

O saldo acumulado de janeiro a setembro de 2017, de US$ 53,283 bilhões, é quase quase o dobro (47,3%) do saldo contabilizado no mesmo intervalo do ano passado, que foi de US$ 33,177 bilhões. O saldo acumulado em 12 meses corresponde a um superávit de US$ 64,789 bilhões, valor 42,0% superior ao alcançado no mesmo período no ano anterior (US$ 45,611 bilhões).

Segundo o MDIC, os cinco principais países compradores do Brasil foram China (US$ 3,593 bilhões), Estados Unidos (US$ 2,260 bilhões), Argentina (US$ 1,431 bilhão), Países Baixos (US$ 668 milhões) e Japão (US$ 642 milhões).

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O Brasil ampliou suas vendas para a Ásia (37,6%, sendo que a China cresceu 50,5%, para US$ 3,6 bilhões, por conta de soja em grão, carne bovina, catodos de cobre, ferro-ligas, centrifugadores, entre outros), África (35,2%, devido ao açúcar, milho em grão, carne de frango, arroz em grão, café em grão, etc), Oriente Médio (26,0%, principalmente por açúcar em bruto, carne bovina, minério de ferro, óxidos e hidróxidos de alumínio, coque de petróleo, etc), União Europeia (15,9%, em decorrência de milho em grão, minério de cobre, torneiras/válvulas, minério de ferro, ferro fundido, etc), Estados Unidos (13,4%, por conta de petróleo em bruto, tubos de ferro fundido, máquinas para terraplanagem, celulose, e outros) e Mercosul (9,4%, sendo que a Argentina cresceu 32,1% com a venda de automóveis de passageiros, autopeças, tratores, máquinas para terraplanagem, etc).

As vendas diminuíram para para América Central e Caribe (6,6% por conta de petróleo em bruto, óleos combustíveis, etc) e Oceania (-2,8%, por conta de açúcar em bruto, suco de laranja congelado, e outros).

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Crescimento de exportações por tipo de mercadoria

No mês, a divisão por tipos de itens correspondeu a: básicos (US$ 8,539 bilhões), manufaturados (US$ 6,893 bilhões) e semimanufaturados (US$ 2,887 bilhões). Tais grupos cresceram, respectivamente, 36,7%, 18,0% e 11,1% em relação ao ano anterior, segundo a nota do MDIC.

No grupo dos básicos, puxaram a alta, principalmente, a soja em grão (178,8%), milho em grão (95,7%), algodão (39,4%), minério de cobre (38,8%), carne bovina (27,3%), fumo em folhas (23,6%), minério de ferro (18,9%), petróleo em bruto (16,7%), farelo de soja (11,4%) e carne de frango (5,1%).

Já o crescimento ano a ano do grupo manufaturados foi impulsionado principalmente pelo crescimento nas vendas de torneiras/válvulas (437,1%), máquinas p/terraplanagem (86,1%), tratores (72,2%), óxidos/hidróxidos de alumínio (54,6%), automóveis de passageiros (40,8%), motores e geradores elétricos (23,9%), autopeças (+22,8%, para US$ 191 milhões), entre outros.

Também na comparação com o mesmo período, o grupo semimanufaturados teve sua alta puxada, principalmente, pelos aumentos nas vendas de catodos de cobre (779,3%), madeira em estilhas (230,5%), ferro ligas (83,4%), ferro fundido (59,8%), madeira serrada (30,6%), celulose (25,3%), entre outros.