O Índice da #bolsa de Valores de São Paulo, o #Ibovespa, fechou o mês de setembro com 74294 pontos, alta de 5%, apesar das quedas nos últimos dias frente ao aumento da tensão entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte.

No consolidado do terceiro trimestre deste ano, o Ibovespa teve alta de 18%, maior resultado desde 2009, quando o índice subiu cerca de 11,5% em seu último trimestre. Naquele ano o Brasil se recuperava da crise global que teve seu ápice em 2008, e o índice apresentou uma alta expressiva, iniciando o ano abaixo dos 40244 pontos (o ano de 2008 foi encerrado em 37550,31) e encerrando aos 68588, uma alta de 82,66%.

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Neste ano o Ibovespa já acumula alta de 23,3%, sendo que no ano passado o índice teve alta de 38,94%. Com a baixa recente nas taxas de juros, o mercado de ações e as demais opções de renda variável se tornam mais atraentes aos olhos dos investidores. Além disso, a combinação de taxas de juros mais baixas combinadas à baixa inflação tendem a estimular os consumidores a irem às compras, o que aumenta a expectativa de uma retomada na economia.

No entanto, as dúvidas com relação a quem estará à frente do país em 2019 ainda são um entrave para uma retomada consistente do mercado. Ainda não há uma definição sobre quais serão os candidatos à presidência nas eleições de 2018. Com o cenário político conturbado, o mercado ainda aguarda uma definição antes de qualquer posicionamento mais concentrado.

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Veja os destaques positivos e negativos do Ibovespa no terceiro trimestre

Dentre os destaques positivos entre ações que compõem o índice estão a Estácio (ESTC3), com alta de 115,21%, a Usiminas (USIM5), com alta de 72,12%, a Eletrobrás (ELET3), com alta de 63,17%, a Hering (HGTX3), com alta de 48,31% e a Rumo Logística (RAIL3), com alta de 43,42%.

A Estácio, ação que mais subiu neste trimestre, foi o grande destaque. A #empresa do setor educacional surpreendeu o mercado com o seu balanço referente ao segundo semestre deste ano, divulgado no final de julho. A empresa encerrou o segundo semestre com lucro líquido de R$ 547,15 milhões, 5,3% de alta em comparação com o resultado do mesmo período no ano passado.

Dentre os destaques negativos do Ibovespa estão a Cemig (CMIG4), com queda de 7,98% frente à perda de suas usinas que foram a leilão no último mês, e a Marfrig (MRFG), com queda de 6,47%. A indústria do ramo alimentício sofre com escândalos de corrupção envolvendo outros players do setor.