A #Inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16%, abaixo do valor de 0,18% registrado em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o índice acumula alta de 1,78%, quase um terço do valor acumulado no mesmo período do ano passado (5,51%), e também é o menor valor acumulado no ano até o mês de setembro desde 1998 (-1,42%).

Apesar da surpresa com a desaceleração acumulada nos últimos nove meses, a alta do IPCA registrada em setembro foi maior do que a projeção das últimas semanas da pesquisa Focus, estimada em 0,12%. A taxa acumulada em 12 meses, com alta de 2,54%, também é maior do que os 2,46% acumulados nos 12 meses terminados em agosto.

Publicidade
Publicidade

Segundo o #IBGE, os combustíveis foram os itens que mais pressionaram o índice em setembro. O litro da gasolina aumentou, em média, 2,22% em relação a agosto, principalmente devido à política de reajuste de preços dos combustíveis dos últimos meses. Dentre os grupos pesquisados, o grupo transportes, com expansão de 0,79% de alta, teve o maior impacto (de 0,14 ponto percentual) no IPCA de setembro, enquanto educação (0,04%) exerceu impacto nulo.

Também apresentaram alta os grupos de artigos para residência (de 0,20% em agosto para 0,13% em setembro), vestuário (de 0,29% para 0,28%), saúde e cuidados (de 0,41% para 0,32%), despesas pessoais (0,29% para 0,56%) e comunicação (-0,56% para 0,50%).

Alimentação e habitação em queda

Dos nove grupos pesquisados, só recuaram os grupos habitação (-0,12%, em razão principalmente da queda da tarifa de energia em função da mudança de bandeira tarifária para amarela) e alimentação e bebidas (-0,41%).

Publicidade

Este grupo recuou pela quinta vez seguida, em todas as regiões pesquisadas, porém a retração de setembro foi menos intensa do que a de agosto (-1,07%).

Em comentário sobre a pesquisa para a agência de notícias do IBGE, Fernando Gonçalves, o coordenador da pesquisa, disse que “a safra do primeiro semestre foi o aspecto determinante para a diminuição no valor dos alimentos [nos últimos meses]. Já em relação à habitação, a retração pode ser atribuída, principalmente, à mudança da bandeira tarifária de energia elétrica em setembro, que reduziu a cobrança do quilowatt-hora dos domicílios em um centavo”.

A queda dos alimentos em setembro foi puxada principalmente pela categoria de alimentos para consumo em casa (queda de 0,74% em setembro, versus - 1,84% em agosto), já que a alimentação fora ficou em média 0,18% mais cara no mês.

Na alimentação em casa, a desaceleração da queda foi influenciada principalmente pela alta das carnes (1,25% em setembro, versus -1,75% em agosto) e frutas (de -2,57% em agosto para 1,74% em setembro), enquanto os alimentos que se destacaram pela queda foram tomate (-11,01%), alho (-10,42%), entre outros.

Publicidade

INPC atinge menor variação registrada em setembro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC, que se refere às famílias com renda de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado), caiu 0,02% em setembro, registrando a menor variação para o mês de setembro desde 1998, quando recuou -0,31%. Segundo a pesquisa, as variações acumuladas no ano (1,24%) e em 12 meses (1,63%) são as menores para um mês de setembro desde a implantação do Plano Real.

A queda foi puxada principalmente pela queda dos produtos alimentícios (-0,57%). Em termos regionais, o Rio de Janeiro apresentou a maior variação negativa (-0,48%) entre os estados brasileiros. #Crise econômica