Ficou decidido que 94 escolas da rede pública do estado de São Paulo serão fechadas e os alunos terão que ser transferidos para outras escolas próximas. Esta decisão do Governo está causando polêmica e motivo para manifestações de estudantes e de professores. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 26 de Outubro, pela Secretaria Estadual da #Educação.

Dentre as 94 escolas, 66 serão disponibilizadas aos municípios para ampliação do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e para o CEU (Centro Educacional Unificado) ou até mesmo para creches.

Geraldo Alckmin já havia anunciado que teriam mudanças no arranjo escolar desde setembro deste ano. A finalidade das mudanças anunciadas pelo governador é para que cada unidade escolar desenvolva o ensino apenas com um ciclo, sem misturar o ensino fundamental Ciclo I com o Ciclo II, ou seja, as escolas terão de primeira a quarta séries, ou de quinta a nona série. O ensino médio ficará junto com o Ciclo II do fundamental.

Serão afetados 311 mil alunos e cerca de 74 mil professores. Estes, que possuem contrato temporário com o Estado, estão em risco de perderem o emprego, pois ainda não foi divulgado quantos serão dispensados. Os alunos diretamente afetados nessa decisão do Governo terão que ser realocados em unidades escolares próximas já no próximo ano.

Maria Izabel Noronha, presidente da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) diz que a reestruturação que Alckmin está fazendo “bagunça” com a reorganização do ensino público, e irá mexer com 162 municípios, além dos 74 mil professores diretamente afetados. Os professores efetivos terão jornada reduzida de 40 para 30 horas semanais, o que impactará diretamente nos bolsos de inúmeros professores do estado. “Não sei o que precisa piorar mais”, afirma Maria Izabel.

Defesa de Alckmin

Pela manhã, Alckmin informou alguns dados que o remanejamento irá proporcionar. Segundo o governador, 754 passarão a ser apenas do Ciclo I, aumentando assim 52% o número de escolas deste ciclo, que hoje corresponde a 1500 escolas.

Enquanto o secretário da educação, Herman Voorwald, tenta defender a causa da mudança com dados do Idesp, um dos principais indicadores de qualidade na educação paulista, mostrando que o desempenho dos alunos que frequentam escolas de ciclo único têm mais rendimento escolar e melhores notas.

Segundo o Idesp, para o Ciclo I a melhora é de 5,1% nas notas, para o Ciclo II de 10,5% e no ensino médio de 28,4%. #Blasting News Brasil #Protestos no Brasil