A notícia  de fechamento de pelo menos 150 escolas no Estado de São Paulo com o intuito de "reorganizar" fez muitos adolescentes saírem as ruas contra a decisão do Governador Geraldo Alckmim. No final de setembro foi anunciado pelo Secretário da #Educação, Herman Voorwald, que em 2016 as escolas serão reorganizadas, para que mais escolas atendam apenas uma etapa de ensino entre as três que a rede contempla: Fundamental 1 (1º ao 5º ano), Fundamental 2 (6º ao 9º ano) e Ensino Médio.

A justificativa do governo é que, com isso, as unidades se concentrariam em qualidade para cada idade. No início do ano, a Secretaria Estadual já havia aberto mil turmas a menos em todo o Estado, o que foi uma das principais causas da #Greve dos professores que durou três meses e não resultou em qualquer vitória da categoria. O dia do professor entretanto foi marcado por protestos. Estudantes saíram em marchas pelas principais avenidas da cidade, até o Palácio dos Bandeirantes, onde resultou que um grupo de jovens cobrindo o rosto com camisetas, jogaram paus, pedras, e até mesmo rojões como forma de intimidação.

Contudo o Ministério Público do Estado na última quarta-feira abriu inquérito para apurar as condições e os benefícios do governo na reorganização das escolas após vários pais terem procurado o Ministério para esclarecimento. A Promotoria pede no inquérito quais são os benefícios em curto, médio e longo prazo, que se espera com tais medidas e informe como se dará o processo de escolha das escolas e que apresente análises para que não haja superlotação de salas.

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) prevêem superlotação de salas e demissão de professores. Este temor, de certa forma, já foi confirmado: em 2015, 3.390 classes foram fechadas, obrigando algumas salas a iniciarem o ano letivo com até 60 estudantes. O número está muito acima de padrões internacionais, que definem um máximo de 20 alunos por sala. Lembrando que nos últimos oito anos o governo paulista não construiu nenhuma universidade estadual, e que foi estimado abertura de 13 presídios entre 2014 e 2015. #Crise