Ambientar móveis, objetos e acessórios em um espaço, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Adequar corretamente cores, acabamentos e iluminação, usando esses materiais de acordo com o ambiente e adequando o projeto à personalidade, às necessidades e à disponibilidade financeira dos clientes são funções prescritas na lei que regulamenta a profissão do designer de interiores.

As cinco melhores faculdades de Arquitetura e Urbanismo, de acordo com o Ministério de Educação e Cultura (MEC): a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Mackenzie, a PUC-­Campinas e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), não possuem um #Curso de bacharelado com formação específica em decoração.

O curso de Design de Interiores é considerado tecnólogo, e os Institutos Superiores de Formação Tecnóloga vêm recebendo bastante impulso para diversificar suas ofertas. Sendo assim, as maiores Universidades não possuem bacharelado específico em Design de Interiores. Em compensação, a grade curricular dos cursos de Arquitetura e de Design contempla matérias voltadas para a área de decoração.

Segundo a professora da UFRGS, Denise Dornelles: “No momento, não há nenhuma sinalização para a criação de cursos de tecnólogo na Universidade. Temos o curso de bacharelado em Design, na área visual e de produto. A UFRGS tem apenas um curso de Tecnólogo em Hidrologia, em função de demandas sociais e por contar com um Instituto de Pesquisas Hidráulicas”, afirma a diretora.

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A funcionária da Faculdade de Arquitetura da USP, Luciene Ribeiro, cita que a Universidade se preocupa com uma formação mais completa e humanista. “Temos o bacharelado em Design na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), que aborda todos os tipos de design: desenho industrial, programação visual, projeto do ambiente e do mobiliário urbano”.

O professor Fábio Ferh, do Mackenzie, explica que é obrigação dos arquitetos terem conhecimento das técnicas de decoração, não havendo necessidade de uma graduação voltada especificamente para o design de interiores. “No curso de arquitetura há disciplinas ligadas à área de decoração, arquitetura de interiores, arquitetura corporativa e algumas disciplinas ligadas ao projeto de objeto mobiliário, que habilitam a trabalhar em decorações de edifícios e cidades”.

A secretária do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-­Campinas, Maria Bernadete Casonato, também afirma que na grade curricular existem matérias voltadas para a disciplina de decoração, não havendo necessidade da graduação. “Aqui na Universidade também existe o curso de Artes Visuais com ênfase em Design, que aborda as técnicas de design de interiores”.

Para a professora de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Sônia Afonso, o curso é bastante abrangente quanto à formação do profissional. “O estudante aprende desde os problemas residenciais mais simples até os mais difíceis. Um bom profissional precisa ter conhecimento de técnicas de arquitetura, e em cinco anos há muito o que aprender. Além disso, também oferecemos uma graduação em Design, que abrange as áreas: industrial, de produto e de decoração”.

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Na opinião da estudante de Arquitetura da PUC-Campinas, Bárbara de Faria: “Existem pessoas que fizeram um curso de dois anos em decoração e se consideram arquitetos, e nós nos sentimos em desvantagem, porque dedicamos cinco anos de nossas vidas em estudos aprofundados”, conta a universitária.

Há poucos cursos de bacharelado em Design de Interiores no país. A maioria dos cursos oferecidos possui duração de dois a quatro anos, recebendo um título de tecnólogo, enquanto o bacharel deve obrigatoriamente completar quatro anos de curso universitário. #Dicas #Blasting News Brasil