"Só um mandado judicial, fadiga ou recuo de Geraldo Alckmin pode colocar fim à nossa ocupação". Com esse lema, estudantes da Escola Estadual Diadema, mais conhecida como Cefam, seguem ocupando a escola com a promessa de ficarem por mais tempo presentes no local. Eles reclamam da reorganização da rede de ensino estadual de São Paulo, que, no caso específico da instituição, encerrará o Ensino Médio.

A decisão de ocupar a escola foi tomada quando os alunos do 9° ano foram orientados pela direção à procurarem outro colégio. O protesto em Diadema tem total apoio dos pais dos estudantes. Um termo de responsabilidade foi assinado pelos responsáveis autorizando os seus filhos, todos com menos de 18 anos de idade, a dormirem nas dependências da instituição.

Mas, de acordo com alguns alunos presentes, a #Manifestação tem ocorrido de forma ordeira e pacífica, sem tumultos ou bate-boca com os policiais presentes, bem diferente do que ocorre na Escola Fernão Dias, na capital paulista, onde o clima está bem mais tenso e houve discussões entre PMs e alunos na tarde desta quarta.

Júlio César Máximo, 16 anos e aluno do 1° ano da escola, diz que os estudantes contam com apoio geral para a demanda que defendem. "Nós estamos acomodados e acampados no pátio do colégio. Temos apoio dos colegas, pais e professores", relata.

Os alunos são contra o fim do Ensino Médio na escola, que é feito no período noturno. A Cefam habitualmente tem boas médias no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e recentemente teve um ex-aluno foi campeão mundial numa prova técnica de usinagem.

"Nós temos um elo com os professores. Muitos que vão sair daqui nem sabe para onde vão. Por isso temos o apoio dos pais e dos professores. O fim do Médio aqui vai prejudicar muito tanto os alunos quanto os professores", conclui Júlio. #Educação