O ano já começou com um indicador da crise na educação: a maior greve de professores da história do Estado de São Paulo. Foram três meses de greve na rede pública estadual com mais de 20 manifestações. Apesar de tudo isso os docentes não conseguiram o tão desejado reajuste salarial. Agora no fim do ano outro sinal das deficiências do sistema: a invasão de escolas por alunos contra a medida do governo que separaria as escolas por ciclos.

O movimento dos alunos já afeta 25 escolas com pelo menos 26 mil alunos, são 26 mil alunos com o currículo escolar interrompido no último bimestre do ano letivo por causa de uma decisão impensada do governo estadual tucano. A medida forçaria o fechamento de 92 estabelecimentos de ensino e o reajuste de 300 mil alunos em 2016, tudo isso num dos 5 estados com a maior média de alunos por sala. O governo já recuou no fechamento de duas escolas: uma na zona rural de Piracicaba onde os alunos teriam de se deslocar 8km para a nova #Escola, outra em Santos onde Defensoria Pública não permitiu que encerrasse as atividades de uma referência no ensino de alunos com deficiência.

Mais um problema agora enfrentado pelo estado é a perda de docentes na rede pública. Segundo dados da Folha de São Paulo o corpo docente em 2015 está 11% menor que em 2014, são 26,6 mil professores a menos nas salas de aula. Essa é a maior diminuição de professores desde 1999, também segundo a Folha. O governo do estado nega e diz ter substituído os profissionais temporários por efetivos, mas o a redução também ocorreu no número de efetivos. A explicação para esse acontecimento está na insatisfação com a rede pública e estadual e a frustração gerada pela greve longa e sem resultados. Vale mais a pena pedir aposentadoria ou lecionar em escolas privadas para os mais insatisfeitos.

Tudo isso mostra o intenso caos se espalhando pela #Educação no estado de São Paulo que o governo continua a ignorar. Medidas efetivas não são o fechamento de escolas que operavam perfeitamente ou a falta de incentivo à professores, que, acreditem ou não são extremamente necessários para que o sistema funcione. Esperamos que o governo tucano consiga entender isso sem muita demora para evitar o prejuízo para ainda mais alunos. #Geraldo Alckmin