Não se pode negar o esforço de Portugal para manter a unidade do idioma. Vários acordos ortográficos, convenções, tratados e encontros marcam a atitude dos país. O que pouca gente sabe no Brasil é que esse esforço estende-se, inclusive, ao acesso às instituições de ensino superior. Brasileiros estudam em universidades portuguesas, até mesmo, com nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Universidade de Coimbra, a mais tradicional universidade de Portugal, foi a primeira a abrir as portas para os estudantes brasileiros com notas do Enem. Localizada na cidade de Coimbra, na região Centro de Portugal, a Universidade é a mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. Fundada em 1290, em Lisboa, pelo rei Dom Diniz, a universidade só foi transferida para a cidade de Coimbra só em 1537. A instituição possui aproximadamente 20 mil estudantes, e abriga uma das maiores comunidades estudantis internacionais, dentre elas, o Grupo Coimbra - uma rede de cooperação acadêmica entre as instituições europeias.

Contudo, os exames daquele país não são as únicas formas de acesso à universidade. O Exame Nacional de Ensino Médio ( Enem) também é aceito, tanto para cursos de graduação, como para cursos de pós-graduação. Com isso o fluxo de estudantes brasileiros na Europa vem aumentando nos últimos anos. Não é novidade que muitos brasileiros foram para o velho continente com bolsas de estudo em países como a França, e não devia ser novidade, também, o fato de que instituições portuguesas de ensino superior aceitam nossos estudantes com a nota do exame brasileiro, pois desde 2014, os estudantes brasileiros são aceitos.

Para os cursos com início nos anos de 2014 e 2015, foram ofertadas, respectivamente, 100 e 192 vagas, para o ano de 2016 os números melhoraram, serão 470 vagas em 45 cursos, 35 de graduação e 10 de mestrado integrado à graduação, para candidatos que prestaram o Enem nos últimos três anos, e que obtiveram pontuação mínima de 600 pontos. Cumpridas as exigências, os candidatos estão aptos a participar da seleção.

Custos

Mas há um fator importante nesta parceria, diferente das universidades públicas brasileiras, as portuguesas são pagas e o custo atual para o aluno estrangeiro é fixado em 10 parcelas de 700 euros, aproximadamente R$ 3.010,00 cada parcela, conforme cotação do euro em 1º de janeiro de 2016. Há ainda a taxa de inscrição que é de 115 euros, aproximadamente R$ 494,50. Resta saber se em tempos de crise os brasileiros estão em condições de tamanho investimento. Os interessados terão três períodos de inscrição, a primeira, já aberta, encerra-se em 11 de janeiro de 2016, os próximos períodos de inscrição ocorrerão entre 1º de fevereiro e 15 de março e 13 de junho a 13 de julho. #Educação #Curso #Edital