O que é uma #Escola? Um ambiente com docentes, alunos e funcionários, moldados na idade média em que os alunos ficam sentados em cadeiras não ergonômicas, dentro de salas com grades. As salas de informática, idealizadas atualmente, para dar uma resposta de modernidade são ultrapassadas e subdimensionadas. A quadra de esporte serve a todas as turmas da escola, sem quase nenhum rigor científico ou prática séria para um determinado esporte.

Muitas alunas de pedagogia escolheram a profissão porque não havia a disciplina matemática no currículo, depois de serem aterrorizadas pelos professores do antigo ginásio, hoje ensino médio, como se a mudança de nome valesse pontos na pesquisa de alguns cientistas que robotizam o ensino.

Ensinar assuntos da vida, preparar para a cidadania e a economia

Agora imaginem uma sala de aula para ensinar como fazer cabelos, maquiagem e unhas para quem quisesse depois viver disso, criando a sua micro-empresa ou mesmo já poder ir trabalhando para pagar as despesas do cinema e da pipoca. E se pudessem fabricar animações que fizessem parte de filmes como Shrek, ou ainda games, através de aulas de design e animação? Tudo no contra-turno, aumentando as chances de inserção no mercado.

Poder-se-ia pensar em muitos outros temas que não passam nem perto do atual currículo, tais como preencher o formulário do imposto de renda, como abrir uma firma, conceitos de marketing e até de legislação básica para entender os direitos como votante e como reclamar do governo. Ao invés disso, temos português, matemática e ciências, ou ainda as subdivisões de física, química e biologia, como se tudo isso não pudesse ser aprendido pela internet; o aluno poderia apenas responder a questionários previamente preparados para verificar a leitura complementar.

A educação paralela

Imaginem se um aluno que tem fome possui um vendedor de drogas como o único que o escuta, pois seus pais precisam trabalhar cada vez mais. Sem um turno completo na escola, fica meio turno na escola e no resto na vida, aprendendo como “realmente” é a vida. A vida está em um celular, onde todos os amigos conversam, jogam e acertam as atividades que realmente interessam, de pequenos escândalos de namorado roubado a novas versões de games que bombam. O “cool” é fazer rolézinhos na cidade ou em um “point” escolhido de tempos em tempos, que servem para deixá-los respirar da hipocrisia da escola e do lar.

Desconstruir o atual modelo escolar para atender às necessidades reais.

Para um país como o Brasil realmente crescer, será necessário um passo corajoso na mudança dessa fotografia grotesca de um ensino que não produz homens ou mulheres para a vida. A psicologia poderia ajudar um pouco a enfrentar algumas confusões típicas da pré-adolescência, mas essa disciplina foi retirada.

Meninas praticam sexo cada vez mais cedo, mas nada sabem sobre ser mães e como criar os filhos. A prevenção da gravidez elas aprendem pelos filmes e amigas mais “experientes”, já que, quando a aula de educação sexual chega, após um largo debate sobre se deveria existir ou não, elas já passaram por variadas situações, incluindo abortos não naturais. Os meninos também não sabem ser pais, nem como dividir as responsabilidades; sorte de quem tem uma orientação mais cristã. Enfim, senhores adultos, imaginem-se dentro dessa escola e respondam à seguinte pergunta: seu filho será um bom profissional e um bom pai ao terminar o “ensino fundamental”? Ele é feliz? #Crise