O salário mínimo nacional do professor do ensino médio em 2015 era de R$1.917,78, depois de um reajuste de 13% pelo MEC no inicio de 2015, para professores que trabalham 40 horas por semana. Esse valor total é muito difícil de ser atingido pela maioria do professorado, pois a grande maioria das escolas não tem turno integral. Em geral o valor é a metade, ou menos de mil reais por mês. Tal valor é insignificante quando comparado aos salários de R$30.000,00 dos professores universitários do Estado de São Paulo. A situação tem o agravante da exigência de curso de Pedagogia (nível superior), o que torna o professor um dos mais mal pagos do mundo.

Salário não é o único problema

O problema não se resume ao baixo salário. A quantidade de alunos em turmas do Ciclo I, as primeiras séries do fundamental, ultrapassa 40 alunos por sala. Se for considerado um período de aulas efetivo de 20 horas por semana, isso equivale a meia hora de atenção para cada aluno em fase de alfabetização, ou o equivalente a sete minutos por dia para corrigir todas as tarefas de cada aluno por dia. As escolas americanas possuem um número médio de 15 e muitas vezes 12 alunos por turma, valores que são inclusive publicados no site de venda de imóveis, sem falar que as aulas terminam às 15 horas.

Escola presídio, com grades e portas de ferro

Outro aspecto importante diz respeito ao mobiliário e ao aspecto geral das escolas públicas que mais parecem presídios, com grade feias nas janelas e portas, pouca área verde, carteiras desconfortáveis (geralmente com assento de madeira ou metal, não ergonômicos) e mobilidade limitada para atividades. Além disso, boa parte das escolas não disponibiliza horários de leitura na sala da biblioteca, a sala de informática é pouco ou quase nunca usada para fins pedagógico com conteúdos do PCN. A área de lazer muitas vezes se resume a uma quadra de esportes para todas as turmas da #Escola, sem área de atletismo ou forçando a prática de apenas um esporte coletivo a cada vez.

Mais teatro, música, esporte e danças

As melhorias que poderiam ser incluídas poderiam incluir teatro (para instigar peças de teatro, dança e música mais erudita), múltiplas quadras para atender a atividade física de pelo menos quatro horas semanas para cada turma, com espaço suficiente para que 40 alunos de cada turma possam praticar esportes simultaneamente, já que o futebol de campo, que não tem na maioria das escolas, utiliza no máximo 22 jogadores a cada vez. As salas de informática são desnecessárias, pois o celular e o tablet já podem ser usados com controles de segurança para evitar o uso indevido de redes sociais e de games, dentro da própria sala.

Não basta falar ao professor que recebe mais se produzir mais, se não ensinar como

Existe ainda a desculpa do despreparo dos professores, mas esses não são liberados para se aperfeiçoar em tempo integral ou fazer cursos especializados (como o de LIBRAS). Enfim, na falta de investimentos adequados à profissionalização dos jovens, não são soluções baratas da economia (redução de salas, aumento de alunos por turma, inclusão de alunos deficiente sem apoio em salas de muitos alunos, entre outros) que vão melhorar o desempenho dos alunos nas escolas. Finalmente, nenhum país é melhor do que a amostra dos seus estudantes e isso justifica porque o Brasil está atrás da maioria dos países latino em termos de desenvolvimento. #Educação #Crise econômica