Como foi visto em nossa última matéria, começo de ano aterrorizante para a educação pública paulista, ainda no mês de janeiro, alunos e professores iniciaram o ano sendo prejudicados por medidas do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Porém, estes ataques por parte do governo estadual paulista vem ocorrendo desde o ano passado. Além disso, ataques contra professores e profissionais da #Educação não ocorreram apenas em São Paulo, mas sim no Brasil como um todo.

Em 2015, como se sabe, foi um ano de muitas manifestações com pautas antagônicas. Os profissionais das redes estaduais de educação não poderiam permanecer de fora e desde o início do ano começaram a se movimentar, lutando contra retrocessos impostos por seus governadores e secretários de Educação que tinham como um único objetivo o corte de gastos públicos.

EDUCAÇÃO EM LUTA NO PARANÁ

No dia 9 de fevereiro do ano passado, professores e outros funcionários públicos entraram em #Greve no Paraná contra o pacote de austeridades do governador Beto Richa (PSDB). Apelidado de “pacotão”, a medida tinha como objetivo o fim do “quinquênio” e a criação de um teto salarial para a previdência estadual. Além disso, o “pacotão” trazia algumas alterações restritas ao magistério, como o não pagamento do auxílio transporte durante férias ou atestados, por exemplo.

Os professores também estavam organizando o debate acerca da greve antes mesmo do anúncio do “pacotão”. A pauta do debate estava relacionada ao fato do governo paranaense não ter pagado a rescisão contratual de quase 30 mil contratos de professores temporários e o 1/3 das férias. Os professores também criticaram a superlotação de salas de aula que em alguns casos chega a 50 alunos por classe.

Após 29 dias de luta, mobilização de 100 mil servidores públicos, ocupação da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), no dia 9 de março, professores da rede estadual paranaense votaram pela suspensão da greve, afinal o governo paranaense havia prometido atender a pauta principal da paralisação, que era referente ao recuo em relação às mudanças na previdência. No entanto, no dia 25 de abril os professores votaram pela retomada da greve, só que desta vez ela seria muito mais desgastante e até violenta em alguns momentos.

O governo paranaense quebrou o acordo que fez com o professorado e voltou a orquestrar mudanças em relação à previdência, por esse motivo, os professores resolveram voltar à greve. No dia 27 de abril, professores se uniram em torno da Alep para protestar e pressionar os deputados. A mudança no custeio da previdência foi aprovada no dia 29, um dia marcado por manifestações e muita covardia contra o professorado, que buscando acompanhar a plenária, tentaram furar o bloqueio da Polícia Militar. A PM recebeu ordens para avançar nos educadores, que foram agredidos por balas de borracha e cacetadas. Segundo a prefeitura de Curitiba, 213 pessoas ficaram feridas.

Em mais de 40 dias de greve, educadores, estudantes e apoiadores se organizaram em várias manifestações. No dia 5 de maio, 30 mil educadores e apoiadores marcharam por Curitiba. No dia 29 de maio nova passeata, porém com aproximadamente 100 mil pessoas. Ainda no mês de maio, os professores fecharam Núcleos Regionais de Educação por todo estado paranaense. A greve se encerrou no dia 9 de junho, trazendo como conquista um reajuste salarial de 3,45%, com um plano de reajuste até 2018. #Escola