A microcefalia tem sido anunciada como uma das causas da ocorrência da Zika, doença que é creditada a ser transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, mas não deve ser encarado como o fim do mundo. Embora um grande número de casos da Zika ocorra, a ocorrência da primeira é em número muito menor e já existiam casos na literatura associados a outros fenômenos de saúde, com provável exposição a substâncias prejudiciais ao desenvolvimento, já que grande parte das mães de Pernambuco vivem em condições de miséria e com baixo saneamento.

Existem estudos sobre intervenção em microcefalos

A despeito dos aspectos anatômicos da microcefalia, existem vários estudos que apontam que a estimulação precoce, juntamente com uma rede de informações aos pais, professores e profissionais de saúde podem atenuar os efeitos nocivos, tais como crises convulsivas e atraso mental profundo. Alguns desses estudos, como o mestrado de Pinto e Sá (2013), sobre estratégias eficazes de intervenção precoce e microcefalia, mostram que a tarefa de educar essas crianças exige uma rotina disciplinada e dedicada de todos os que participam das suas vidas diárias. Partes das atividades devem ser particularizadas e individualizadas, o que demanda um grande esforço por parte dos familiares e profissionais, nem sempre com sucesso.

Educação Especial deve atuar para adaptar instrumentos já existentes.

A microcefalia reativa a rede de #Educação Especial, desde as atividades de estimulação precoce no primeiro ano de vida, até a profissionalização e ensino de atividades de vida diária para que a independência do ser humano seja garantida, não apenas pela lei, mas de fato. A começar com relatos de vida diária, como os citados no mestrado acima, até a adaptação das técnicas que a Educação Especial utiliza para mais esse caso, ao lado do Espectro Autista e outras deficiências que estão aumentando a freqüência.

Onde buscar ajuda?

Quanto ao locais para se conseguir trabalhar com as crianças com microcefalia , elas podem ser desde cursos de pós-graduação em Educação Especial, tais como os da UNESP e da UFSCar, no Estado de São Paulo, tanto como em entidades como APAE’s, Rede Sarah de hospitais, AACD, entre outras, cujas especialidades já lidam a muito tempo com situações de alto risco. O importante é direcionar o quanto antes os pais a alguma instituição ou profissional que possa dar as primeiras orientações, acolher os pais em relação à surpresa no nascimento e recolher material que possa ser utilizado por todos do círculo mais próximo da criança.

Vamos criar uma network de ajuda.

Se você tem um filho(a) com microcefalia, ou conhece alguém que tenha, recomende que procure ajuda especializada o quanto antes, pois cada dia faz muita diferença nos primeiros meses. Entre na internet e veja casos de adultos que estão vivendo. Não será uma tarefa fácil, mas a recompensa de pular esse obstáculo é deveras gratificante. #Comportamento #Zika Vírus