Esta semana foi divulgado estudo desenvolvido pela universidade de Colúmbia que relata resultados do uso de videogames por crianças. Ele foi publicado em jornal científico orientado para a comunidade médica: Social Psychiatry and Psychatry Epidemiology. É apresentado o resultado da coleta de dados efetuada com 3.195 crianças com idades entre seis e onze anos, aplicados pelo centro “Scholl Children Health Europe”.

Crianças e videogames um amor à primeira vista

As pessoas se admiram da capacidade que os videogames têm em prender a atenção das crianças. Professores suspiram ao ver uma criança despender horas em frente a estes pequenos artefatos. Logo eles imaginam maneiras de utilizar a mecânica dos #Jogos em processos de gamificação. Este é  um dos campos de pesquisa mais em evidência nos laboratórios das IES – Instituições de Ensino Superior e de empresas ligadas à indústria da #Educação.

Jane McGonigal vai fundo na controversa teoria que os games atraem mais pessoas porque fazem um trabalho melhor que a realidade, para atender a diferentes necessidades que cada uma apresenta.  A autora considera que o futuro pertence àqueles que conseguem entender, criar e jogar videogames. Marc Prensy, criador do termo geração digital, alerta para diferentes formas de aprender dos nativos digitais. Ele coloca mais lenha na fogueira ao publicar uma defesa do uso de videogames como um dos caminhos para levar as crianças para a atividade de aprender. O fato está manifesto em seu livro - – Não me atrapalhe, mãe – Estou aprendendo! – de grande apelo popular.

No relatório ganha corpo a aceitação da consideração que jogar videogame pode melhorar a inteligência e desempenho escolar. O resultado da pesquisa pontua que as crianças que jogam muito videogame podem ter melhores habilidades sociais e intelectuais. Os resultados apontam que há um aumento de 1,75 vezes no desenvolvimento intelectual de crianças jogadoras, quando em comparação com as crianças que não jogam. Fica evidente o aumento nas habilidades sociais das crianças que jogam. A pesquisa quebra alguns dos mitos com relação ao uso de jogos por  crianças: não há relação do uso dos jogos com o aumento de comportamento violento por parte das crianças; esta utilização não se relaciona com o surgimento de problemas de saúde mental.

Katherine M. Keyes, professora PhD na área de epidemiologia, participante do estudo, declara que: “o jogo de videogame é uma atividade de lazer colaborativo que pode produzir maior coesão social entre as crianças”. A pesquisadora considera que os videogames podem ser utilizados como uma estratégia para obtenção de maior êxito na participação das crianças nas atividades escolares. O principal resultado aponta, para além da melhoria do desempenho escolar, um aumento de inteligência nas crianças jogadoras.

Parte do sucesso de deve ao incentivo à definição de estratégias e de um processo de motivação intrínseca (relacionada com a satisfação pessoal, que surge independente de premiações ou vantagens) que acontece durante o jogo. A entrega do controle do processo para o jogador é outro fator positivo e que dá maior poder de iniciativa. A permissão do aprender pelo erro é outro ponto positivo. Fica a ressalva da limitação do uso que, quando muito extensivo, pode provocar desgastes. Cabe então saber balancear esta utilização e não privar a participação como elemento de punição. Sua utilização se dissemina para outras áreas, principalmente nas empresas. #Comunicação